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domingo, 3 de março de 2013

Cinomose: Manter a vacinação em dia é a melhor prevenção


Uma amiga de facebook postou a tristeza profunda de seus três filhos diante do sofrimento da cadela da família, da raça pastor alemão (que não me recordo o nome), que acabou morrendo. Outra família de amigos do Bichos de Companhia fez de tudo, todos os exames e medicamentos possíveis para salvar a vida do vira-latinha Chiquinho que acabou sendo nocauteado pela doença. O ponto em comum dessas duas histórias fatais? A cinomose, doença considerada a maior ameaça à saúde dos cachorros depois da raiva e, ainda, a mais terrível para os cães enfrentarem e vencerem.

Prevenção O alvo dessa doença são os cães adultos não vacinados e os filhotes com menos de quatro meses de idade, exatamente porque, na maioria das vezes, ainda não tomaram todas as três doses das vacinas necessárias para abrir o ciclo vacinal. Os veterinários são categóricos ao afirmarem que a vacinação anual dos adultos e vacinação completa dos filhotes é a melhor prevenção capaz de proteger o seu cãopanheiro. Lembre-se: vacinação anual é igual a vacinar todos os anos contra a cinomose e não apenas contra a raiva.
O problema é que, de acordo com a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), no Brasil apenas 25% dos cães são vacinados contra a cinomose anualmente. Isso representa apenas 7 milhões de animais no país para uma população canina estimada em 30 milhões.
“De cada cinco cães, apenas um é vacinado”, destaca o veterinário Alexandre Verlengia, em vídeo da WSPA que fala da prevenção e tratamento da doença.
União Contra a Cinomose: um guardião responsável mantém 
as vacinas de seu cachorro em dia. Um cachorro não deve vacinar 
somente contra a raiva 

Doença fora do calendário de saúde pública O fato de não ser uma zoonose, ou seja, não ser uma doença transmissível ao ser humano, mantém distante a preocupação das secretarias municipais e Ministério da Saúde sobre esse mal. Isso agrava o problema, pois a população não recebe informações massificadas em campanhas públicas de prevenção e, muitas pessoas só levam suas mascotes para vacinar nas campanhas gratuitas de vacinação que são exclusivas contra a raiva, uma doença que pode ser transmitida ao homem e, por isso, está inserida no calendário oficial das autoridades sanitárias e dos governos.
Apesar de ser uma doença grave, nem todos os animais infectados morrem. Ainda segundo estimativas levantadas pela WSPA, a taxa de mortalidade varia de 25% a 75% entre os animais doentes. Ou seja, a resposta do animal ao tratamento da cinomose é um fator preponderante na sua recuperação.

Doença contagiosa A  cinomose canina é uma doença causada por um vírus chamado CDV (Canine Distemper Virus) ou, aportuguesando, Vírus da Cinomose Canina (VCC)). Por ser transmitida por um vírus é altamente contagiosa entre cães, não acomete os seres humanos que apenas podem funcionar como transporte do vírus entre um animal infectado e outro sadio através de roupas e sapatos, por exemplo. Por isso, a importância de se manter seu animal vacinado anualmente.
O contágio se dá através da exposição ao vírus presente no ar contido nas secreções respiratórias de um cão infectado, como saliva, e, ainda, nas fezes. Todos os animais, independentemente de raça e idades, podem contrair essa doença contagiosa que pode levá-lo à morte. Basta que não esteja vacinado e já está susceptível à contaminação.

Surtos Os surtos de cinomose são esporádicos e, devido à falta de informação e conhecimento sobre a importância da vacinação, a doença ainda não está erradicada no Brasil. O veterinário Leonardo Maciel, da ONG Bichos Gerais, chegou a citar que Belo Horizonte estaria passando atualmente por um surto da doença diante do grande número de casos que tem atendido em seu consultório particular, durante debate em que participou a convite da ONG SOS Bichos neste mês de fevereiro.
O veterinário Marcelo Lobão observa que o número maior de incidências da doença ocorre posteriormente a períodos de campanhas públicas de vacinação contra a raiva. Isso porque, segundo ele, como os cães, em geral, não são vacinadas contra a cinomose, esses momentos são propícios ao contágio entre um animal infectado e outro sadio, seja na mesa de vacinação ou mesmo pelo número maior de animais reunidos em um mesmo local.
“Assim começa o surto. Se aparece um caso, a gente já pode se preparar porque outros vão aparecer na sequencia”, indica Lobão que também destaca os meses de inverno como outra época propícia para o surgimento de casos da doença.

Lucky: esta matéria é nossa homenagem a você. Afilhado do Bichos de Companhia que não resistiu à doença e foi nocauteado pela cinomose. O consolo é que ele conheceu pelo menos um pouquinho o carinho de uma família

Sintomas É que dentre os primeiros sintomas da doença, explica o veterinário Marcelo Lobão, estão o aparecimento de espirros, tosse, febre, secreção ocular, algo como se o animal tivesse sido acometido por uma gripe, que pode gerar uma pneumonia. Os primeiros sinais clínicos da cinomose são observados por males respiratórios e digestivos. A comprovação vai ser feita por testes de laboratório.
Lobão também destaca fases em que se pode identificar os primeiros sintomas clínicos. “A fase da diarreia, com presença de sangue nas fezes, que dura no máximo três dias e pode passar batido pelo dono. A fase cutânea, marcada pelo surgimento de pústulas abominais, pequenas espinhas na região. A fase respiratória, com tosse, espirros, conjuntivite e secreção nos olhos e nariz. E numa fase posterior, já indicando a gravidade e a evolução da doença, os distúrbios neurológicos em que são perceptíveis as contrações musculares repetitivas, como tiques nervosos. As fases não precisam, necessariamente, obedecer essa ordem. E em todas elas pode ser verificado, ainda, prostração, apatia e até perda de apetite”, diagnostica.

Tratamento Importante destacar, frisa Lobão, que a doença tem cura e a eutanásia somente é indicada quando a doença atinge o estágio neurológico e compromete a resposta ao tratamento com medicamentos prescritos pelo veterinário, com o uso de soro específico, dieta leve e limpeza das secreções. Se o animal responde e é curado, pode, às vezes, ficar com algumas sequelas neurológicas, como as contrações musculares involuntárias, nada que comprometa a qualidade de vida.
Durante o tratamento, o animal deve ser mantido isolado de outros animais. Exatamente por isso, algumas clinicas não aceitam fazer o tratamento no local, mas recomendam, acompanham e orientam o tratamento em casa. A doença não apresenta nenhum risco ao ser humano. É necessário, porém, que o dono desinfete suas roupas antes de ter contato com outro animal sadio. O contágio é somente entre animais e o vírus pode, por exemplo, ser levado na roupa e no sapato de um cão infectado para outro não infectado.
“A recomendação é lavar a roupa com um pouco de água sanitária, limpar os sapatos com álcool. O vírus não dura muito no ambiente. É o tempo de um espirro”, orienta o veterinário.

RELEMBRANDO 

Formas de contágio
  • Somente entre um animal infectado e outro sadio. Não acomete o ser humano;
  • Contato com a secreção da saliva (espirro) e dos olhos;
  • Contato com as fezes do animal infectado. Não deixe que um cão sadio cheire as fezes do animal infectado.

Sintomas clínicos
  • Tosse, febre, espirro, conjuntivite e secreção ocular e nasal, lesões abdominais, prostração, febre, diarreia passageira com a presença de sangue, perda de apetite, distúrbios neurológicos.
Prevenção
  • Manter em dia a vacinação. Cães devem ser vacinados contra a raiva (gratuita em campanhas do governo) e a déctupla (que protege contra outras doenças, inclusive, a cinomose). Gatos devem ser vacinados contra a raiva (também gratuita nos postos) e a tríplice felina. 
  • Os adultos devem ser revacinados anualmente.
  • Os filhotes devem tomar três doses de reforço antes de atingir a fase adulta quando serão vacinados anualmente. 
Mais informações
www.cinomose.com.br


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