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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Adotando um gato adulto: mitos que caíram por terra com a chegada do Toddy

A adaptação de Toddy na família Bichos de Companhia

A chegada do Toddy na família Bichos de Companhia não foi exatamente planejada. Confesso que não pensava em adotar mais um cão ou gato. Mas o Toddy apareceu pedindo ajuda. E antes de trazê-lo para casa, aí sim, planejei tudo para a sua chegada: desde a colocação de telas nas janelas – já que estamos no sétimo andar, um check-up com o veterinário Marcelo Lobão, do Hospital Veterinário de Urgência 24h (HVU 24h), um banho, vermifugação, vacinação completa, até a aquisição de duas bandejas de areia, a própria areia higiênica, pazinha para limpeza da caixa, ração, vasilhinhas para comida e água, um arranhador para salvar o meu sofá (risos), um brinquedinho de varinha com um ratinho na ponta – que ele amou. E, por fim, a apresentação de Toddy às irmãs caninas, editoras dos canais Bichos de Companhia, Esperança e Flor.


A colocação de telas de proteção
é essencial para quem adota gato
e mora em apartamento


O pedido de ajuda

Há pelo menos um ano, Toddy apareceu no sítio da minha família. Muito dócil, ele facilmente nos conquistou. Mas ninguém tomou a iniciativa de tirá-lo de lá. Providenciei a castração dele e contei com a colaboração do caseiro em alimentá-lo com ração – e às vezes patê, duas vezes por dia. Fato é que ele ficava sozinho o tempo todo e só tinha contato com minha família aos finais de semana.

Duas semanas atrás, o caseiro informou que Toddy havia tido três episódios de desmaio seguidos de espasmos e convulsão. Claro, que busquei o gatinho e o levei ao veterinário. Ficou em observação e não teve nada. Fez o check-up que disse no início do texto e, enquanto isso, providenciava a colocação de telas com o pessoal da Acquaredes BH que ofereceu melhor custo/benefício e no prazo que precisava. Sim, estava na minha última semana de férias e só tinha o prazo de sete dias para acompanhar a adaptação dele com as minhas cachorras.

A adoção



Adotar um gato é algo ainda mais difícil nos dias de hoje em relação aos cães. Muito preconceito e mitos ainda cercam o convívio com os gatos. Adotar um gato adulto, então, algo ainda mais complexo para muita gente. Aliás, filhotes em feiras de adoção – de cães e gatos – saem muito rápido. Mais um mito que embala os adotantes que acreditam ser mais fácil “educar” um filhote. Eles se esquecem que o filhote, em geral, vai chorar com frequência pela separação da mãe e dos irmãos da ninhada, fazer xixi e cocô para filhotinhos é um dilema. O animal adulto, ao contrário, aprende tudo isso numa facilidade assustadora que a única explicação é o sentimento de agradecimento sem tamanho que bichinho adulto quer demonstrar em forma de lealdade.


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Sucesso na adaptação

Em três dias, Toddy já estava completamente adaptado e é a prova de que os pre (conceitos) de se adotar um gato adulto realmente não passam de mitos e desculpas. A paciência, o amor, o respeito são os ingredientes para o sucesso da adaptação. Tudo isso com os cuidados e preparação que falamos no início.

Razão que fez o Toddy ficar

Muito além da docilidade extrema do Toddy, a saúde dele foi a principal razão que forçou a barra para ele ficar com a gente. Lembra que dissemos que ele teve episódios de desmaio? Pois é, esse episódio se repetiu na nossa casa no segundo dia de convívio. Voltamos com ele ao veterinário e após exames de sangue, a equipe do HVU 24h descartou suspeitas e trabalha com o diagnóstico de epilepsia. Sim, Toddy é um gatinho epilético. E já iniciou o tratamento com o medicamento Gardenal diariamente. E desde então, graças a Deus, não teve mais convulsões.

Medicamento para gato

Não, não é mito que é bem mais difícil dar remédio para gato que para cachorro. Até porque como cachorreira assumida e nada gateira até agora tenho medo de abrir a boquinha do gato e levar uma mordida de seus dentinhos caninos afiados. Mas, o Toddy é realmente muito bonzinho e o meu medo é que é o maior empecilho. O Marcelo Lobão emprestou um aplicador de silicone que ajudou no primeiro dia. No segundo dia já não deu tão certo. Consegui manter a calma, pedi a Deus e apostei no patê. E vem dando certo e é bem mais fácil.


Deixe que o gato explore o
ambiente e descubra os
cantinhos onde se sinta
mais seguro


  • ·        Deixe o gato no tempo dele. Não force as situações
  • ·        Deixe que ele explore o ambiente naturalmente
  • ·        Faça carinhos quando fizer coisas que considerar legais e certas
  • ·        Chame a atenção, com um NÃO mais forte, quando fizer coisas que não for legal e que não queira que ele aprenda
  • ·        Dê a comida em horários regulares (gatos adultos precisam se alimentar duas vezes ao dia) e, preferencialmente, em lugares mais altos – isso porque aqui temos as cachorras
  • ·        Apresente o gato às cachorras devagar. Até porque os gatos se assustam facilmente com movimentos um pouco mais bruscos. Brinque com ele e as cachorras junto. Faça carinho neles junto
  • ·        Tome cuidado para o gato não se esconder em armários e não seja esquecido lá dentro. Por aqui, entrar no armário é situação indesejada por causa desse risco e chamamos a atenção dele
  • ·        Deixe que o gato e as cachorras transitem livremente e, se tiver algum estranhamento, deixe que eles resolvam, mas interfira somente se ficar grave.
Caixa de areia: aprendemos uma coisa bem legal que tem feito muito sentido com a gente. Os gatos não usam a caixa de areia se estiver muito suja. Alguns costumam fazer suas necessidades do lado de fora quando a não está limpa. E não adianta chamar atenção dele porque se o tutor não limpar, ele vai continuar fazendo sujeira do lado de fora. 
E a gente aprendeu que o ideal é ter uma caixinha de areia a mais em relação ao número de gatos na casa. Ou seja, aqui tem o Toddy e duas caixinhas de areia. 

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