Tem um e-book grátis que vai falar tudinho pra você sobre os nossos cães vira-latinhas. Link neste blog.

Escolha seu idioma - Select your language - Elija su lengua

Escolha seu idioma - Select your language - Elija su lengua
Mostrando postagens com marcador castração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador castração. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2015

Outubro Rosa Pet: prevenção e castração






(No botão de play acima, você escuta o áudio do nosso PetCast rosa da semana. Lembramos que o áudio não pode ser ouvido via smartphones e tablets. Abaixo, você pode acompanhar o texto do áudio, se estiver no celular)

Nosso petcast da semana está todinho rosa. Outubro chegou e já está tudo rosa.  A chegada deste mês marca a campanha de prevenção nacional contra o câncer de mama que se estendeu também ao mundo pet. O outubro rosa pet é uma boa oportunidade para você levar sua mascotinha para fazer um check up com o seu veterinário de confiança. Mas você, tutor, também pode ficar de olho no comportamento da sua cadelinha ou da sua gatinha.
Observar o tamanho, o formato e a presença de carocinhos nas mamas e procurar ajuda médica o quanto antes.

Pepê, a nossa editora-assistente:
já retirou duas mamas. Está super bem
e saudável agora. Aí na foto,
com o macacão pós-operatório.
Entre a retirada da primeira e da segunda
mama se passaram cerca de quatro anos.

O câncer de mama é o tipo de neoplasia mais frequente nas cadelas a partir dos quatro anos idade, independentemente da raça. E é mais normal que podemos imaginar que os tumores mamários de cadelas e gatas apresentem um comportamento maligno. O método de tratamento do câncer de mama normalmente empregado pela grande maioria dos veterinários é a cirurgia para retirada do nódulo ou a mama afetada. A quimioterapia é reservada para os casos mais complicados e que não podem ser resolvidos cirurgicamente.

Após realizado o diagnóstico de tumor de mama, deve-se investigar se há evidência de metástases em outros órgãos, principalmente nos pulmões.  Essa investigação é feita por meio de radiografias do tórax, ultrassonografia abdominal ou ainda por tomografia computadorizada.

A melhor forma de prevenção é a castração das gatas e cadelas. E nem precisa esperar o primeiro cio, e muito menos primeira cria,  para fazer a cirurgia e proteger sua mascote. A partir dos seis meses de idade, as castrações já podem ser realizadas com total sucesso. Não dê anticoncepcional a elas.O medicamento pode antecipar e provocar a incidência do câncer de mama. Castre a sua cadela ou a sua gata. É a maior prova de amor que você pode oferecer a sua pet de companhia.

E o nosso petcast da semana fica por aqui. Até o próximo.


Mais informações sobre o tema, clique aqui. 

sábado, 16 de janeiro de 2010

Uma homenagem póstuma


Estou aqui hoje para fazer uma homenagem póstuma à Pietra e ao Pierre. Dois pequenos e frágeis seres que passaram por aqui e não conheceram outra coisa que não fosse o sofrimento causado pelas mãos do ser humano. Não conheceram o afeto, não souberam o que é ter um lar e um dono. Nasceram na rua, são os verdadeiros filhos do abandono. Nasceram de pais também abandonados na rua ao sofrimento ou de pais que possam até ter tido donos, mas donos que permitiram que suas crias fossem geradas por covardia de enfrentar (ou pagar ou procurar) por cirurgias de castração por acreditarem de forma ignorante que o ato equivaleria à mutilação. Não permitiram o que chamavam de `mutilação`, mas permitiram que os filhotes fossem mutilados ao serem cruelmente arrancados e jogados na rua, doados aleatoriamente a qualquer um.

Pietra, em seu primeiro cio, estava à beira de levar adiante este ciclo de abandono. A despeito da magreza absurda, de sua delicadeza típica de fêmea, da fragilidade e das dores no corpo provocadas por chutes e pedradas desferidos pelo ser humano, ainda tinha de conviver com filas de machos que a perseguiam para acasalar atraídos pelo odor de seu cio.

Pierre não era o único macho que cercava Pietra. E tinha de encontrar forças para vencer os concorrentes, enfrentando, além dos perigos da rua, o monstro da fome e o monstro ser humano, capaz das maiores covardias contra os cães que sujavam as ruas e deixavam marcas na consciência do ser humano que abandona, que maltrata, que fere, que mata, mas que não quer ser lembrado de seus atos pela presença onipresente de cães abandonados circulando pelas ruas da cidade, em frente às suas casas.

Pietra e Pierre, filhos do abandono e, como se não bastasse, filhos do preconceito. Explica-se: legítimos SRDs, ou seja, cães sem raça definida, ou em bom português, vira-latas, eram, a exemplo de outros tantos vira-latas Brasil afora, rejeitados, rechaçados pelo ser humano que esconde suas hipocrisias e defeitos atrás do status proporcionados por marcas, inclusive, marcas de cachorros, gatos e cavalos, bichos de estimação. Raças ganham projeção nas telas da TV e do cinema, nas páginas dos livros, e invadem lares de famílias que pagam fortunas a criadores para terem os exemplares famosos dentro de suas casas e quintais. E, com o tempo, perdem terreno e o afeto afetado por influências externas de seus donos, são largados à própria sorte, maltratados, abandonados nas ruas ou doados com a desculpa esfarrapada de que seus donos, cansados e de olho em outras novidades capazes de lhes garantir status perante à sociedade descartável, não têm condição de criá-los mais - um dos muitos requisitos básicos que deveriam ter sido pensados e avaliados lá no começo, logo que se trouxe o animal para a casa.

À vocês, Pietra e Pierre, que se deleitaram com o primeiro e último regalo de suas vidas, uma latinha de patê próprio para pets, sem sequer imaginarem que daí a poucas horas seriam sedados e adormeceriam para sempre. Â vocês que sequer nome tinham, chamados simplesmente de cachorros, e que nos instantes finais receberam nomes para preencher as fichas de cadastro na clínica veterinária: Pierre e Pietra - que, a princípio, era Nina. À vocês, o meu pedido de perdão por ter tomado uma decisão que se mostrava como única saída diante dos resultados dos exames e à minha total incapacidade de encontrar alguém disposto a cuidar de vocês de forma especial, segundo critérios indicados por veterinário, ao longo de toda a vida de vocês que poderia ser longa se não tivesse que ser abreviada. À vocês, vítimas de uma doença cujo tratamento não é reconhecido pelo Ministério da Saúde, a leishmaniose, certamente para que o Estado não tenha de assumir no orçamento os custos de mais uma vacina contra zoonose, a exemplo do que é feito quando são abertas as campanhas de vacinação anti-rábica.

À vocês, o meu sincero pedido de perdão e a minha despedida em forma de homenagem póstuma. Que no lugar onde vocês estejam agora despertados sejam respeitados como sequer um dia foram por aqui, na terra habitada por seres humanos. Fiz por vocês tudo que estava ao meu alcance e é com tristeza que reconheço minha falha, minha incompetência e minha incapacidade de evitar a partida tão breve de dois seres que poderiam ter tido vidas longas. Um dia a gente se encontra novamente.