Tem um e-book grátis que vai falar tudinho pra você sobre os nossos cães vira-latinhas. Link neste blog.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Campanha: Nao use pele de animais. Eles precisam dela. Voce nao!



Estamos iniciando uma campanha contra o uso de peles com a participação de algumas ONG´s, inclusive da Europa. Nosso objetivo é, através de mensagens eletrônicas, informar ao comércio e industria da moda que não vamos mais aceitar a crueldade praticada contra animais, até porque passou a ser inadmissível diante do recurso da pele sintética. Em menos de 24 horas, vários representantes deste setor, já receberam cerca de 1000 e-mails. Mais informações da campanha em nosso blog www.ogritodosbichos.blogspot.com

Parabens a Sheila Moura, do blog O grito dos Bichos, pela iniciativa. O blog Bichos de Companhia apoia a ideia e esta a disposicao.
(Desculpem-me a falta de acentos nas ultimas postagens. Estou em um computador que nao tem configuracao para o portugues do Brasil)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Concentracao em defesa dos gatos do Parque Municipal em Belo Horizonte



SUGESTAO DE PAUTA

Tema: ConcentraÇao em defesa dos gatos do Parque Municipal, no sabado, dia 30 de abril, 10h Encontro no PORTÃO DO PARQUE MUNICIPAL DA ALAMEDA EZEQUIEL DIAS – em frente ao HEMOMINAS / FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS.

Os gatos do Parque Municipal estão correndo sério risco de serem deportados do parque, o que pode, como bem sabemos, ocasionar-lhes a morte. A administração do local, após intensa e exagerada remoção das árvores, volta-se em seu furor burocrata contra os gatos, apostando todas as suas fichas no preconceito difundido durante séculos contra estes animais. Temos constatado as reincidentes chacinas que ocorreram em administrações anteriores, sem que jamais tenha sido realizada uma investigação aprofundada quanto aos responsáveis por tais crimes ambientais (lei 9605/98).



Com a manifestação temos como objetivo afirmar nossa postura e lutar pela permanência dos gatos no parque, mantendo assim a situação atual: uma colônia estabilizada, controlada, castrada, alimentada com ração – e que apresenta-se, inclusive, em declínio numérico. Nesse dia fundaremos a ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS GATOS DO PARQUE MUNICIPAL RENNÊ GIANNETTI cuja função será reunir-se em ação emergencial ao menor rumor de deportações, prisões e tentativas de transferência dos gatos a gatis improvisados. Acreditamos que tal manobra elaborada pela administração do Parque, trata-se de uma eficaz e conhecida fórmula nazista de afastar do alcance de nossos olhos tudo aquilo que consideram um problema, para então eliminá-lo. E isso nós não permitiremos.CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA. ELA SERÁ IMPORTANTE PARA O SUCESSO DO EVENTO. OS GATOS DEPENDEM DE NOSSA RÁPIDA ATUAÇÃO.

Mais informacoes e fonte para entrevista:

Eulalia Jorda-Poblet, medica: 3451-5148 (dia), no celular 9779-6363) ou no 3261-4597 (noite).

Fotos desta postagem: jornal Estado de Minas

domingo, 24 de abril de 2011

CÃOPAIXÃO - JOINVILLE: O abandono continua - Ajuda Urgente

Muito legal o blog Caopaixao de Joinvile, SC. O blog Bichos de Companhia recomenda. Passem la pra conhecer.

CÃOPAIXÃO - JOINVILLE: O abandono continua - Ajuda Urgente: " A carinha do abandono! Esta semana uma das voluntárias esteve na Vila Cubatão para levar ração e realizar o monitoramento. Ao chegar l..."

sexta-feira, 22 de abril de 2011

ALMG abre discussão sobre leishmaniose canina

Imperdível a palestra proferida pelo veterinário Victor Márcio Ribeiro, professor da PUC Betim e fundador da Anclivepa -MG. Profundo conhecedor do assunto, o veterinário é referência para abordar a doença, prevenção e tratamento.

A palestra está marcada para o dia 10 de maio de 2011, a partir das 19h, no auditório da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais.

As inscrições devem ser feitas pelo telefone (31) 2108-5329, entre 8h e 12h, ou pelo e-mail: leishmaniosevisceral@gmail.com



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lucky encontrou um lar provisório



Pois é, gente! O fofo do Lucky saiu do confinamento na clínica veterinária enquanto aguarda um dono. Ele foi muito bem recebido num lar provisório pela Micheli e sua família. Eles já têm uma cadelinha e por isso estão fazendo uma experiência para ver se vai dar certo. Na minha opinião, a depender do comportamento dele vai dar certo sim. Ele é extremamente dócil, adora carinho, e é bastante sociável. Tem uma carinha mais fofa do mundo de me leva pra casa, só não tem marca que é o que muitos procuram - muitos desavisados da lealdade mais pura do mundo e até mesmo da criação muito mais fácil que qualquer cachorro de raça.
Estou na maior expectativa. O confinamento na clínica, aliás, lhe rendeu uma baixa de imunidade possivelmente causada pela depressão do isolamento que provocou uma infecção de pele que causou uma lesão pequena na ponta da orelha. Está sendo medicado e agora em um lar de verdade o tratamento vai acelerar, segundo os veterinários da clínica do Marcelo Lobão.



O novo lar é um bálsamo a minha ansiedade, pois estou de viagem marcada e no período em que estiver fora não teria ninguém para sair com ele, dar um passeio. Tomara que o lar temporário vire definitivo ou que apareça um lar definitivo para o Lucky ser feliz de verdade. Lucky já está castrado, vacinado e vermifugado. Prontinho pra ser feliz. Contato para adoção: Nádia (31)9207-8350. Entre os dias 22 de abril e 10 de maio, o contato deve ser feito com a Carla, do site SOS BICHOS, que aceitou o meu pedido para mediar uma possível adoção, já que tem as mesmas preocupações que eu no momento de entrevistar um candidato à adoção: www.sosbichos.com.br ou (31)8322-7718 - 9832-5732 (Carla Roberta).

domingo, 17 de abril de 2011

Guarda responsável: para colecionar, brincar e aprender (desde criança!)



É isso aí. Quem disse que só gente grande pode falar em guarda responsável de animais de estimação? Crianças podem e devem aprender as responsabilidades de se ter um ser, uma vida, sob seus cuidados. E começar a praticar desde pequenininho pequenas responsabilidades, como trocar a água do cachorro, trocar a caixinha de areia do gato (cuidado só para não tocar nas fezes do bichaninho), dar comida, dar brinquedinhos, lembrar os pais de vacinar o pet. Enfim, são pequenas coisas que farão a diferença e transformarão a criança em um adulto responsável, conhecedor de seus limites, direitos e deveres e de que a vida é algo para se cuidar sempre. Investir na educação infantil é formar cidadãos comprometidos e, no caso da guarda responsável, é plantar a semente para erradicar o abandono de cães e gatos.



Tudo isso está num novo álbum de figurinhas muito legal que o BICHOS DE COMPANHIA descobriu (e já adquiriu!) nas bancas. O livro ilustrado Ter um Pet é ... (o título remete a um saudosismo do antigo álbum Amar é... Quem tem mais de 30 anos certamente foi apresentado à coleção). Bom, mas voltando ao lançamento da editora Orbis, o álbum Ter um Pet é..., o bacana é que as figurinhas trazem situações fofas, cotidianas, engraçadas do convívio com animais de estimação e aborda de forma lúdica e graciosa a guarda responsável.



Idas ao pet shop, ao médico veterinário, passeios com os donos são questões presentes na cartilha da guarda responsável e que estão lá abordados de forma deliciosa no álbum de figurinhas. O livro ilustrado pode ser adquirido por R$ 6.50 e vem com dois pacotinhos de figurinhas grátis. De forma avulsa, cada pacotinho de figurinha é vendido por R$ 0.80 - vale a pena economizar no dinheiro na merenda! rs



Quem quiser saber mais detalhes sobre o álbum, sobre o tema, dicas para cuidar do seu bichinho e ainda postar uma linda foto dele na página oficial, basta acessar www.terumpete.com.br. Diga-se de passagem, Mila e Pepê, as manda-chuvas daqui do Bichos de Companhia, já estão por lá. Elas não perdem a chance, viu!!!!





terça-feira, 12 de abril de 2011

16 de abril: Dia Internacional de Protesto contra a Experimentação em Animal

Confira os locais de concentração - 16/04 , às 10h - Dia Internacional de Protesto contra a Experimentação em Animal


Rio de Janeiro: Lagoa Rodrigo de Freitas

(no Parque dos Cachorros, junto ao Corte do Cantagalo)


São Paulo: Vão do MASP


Curitiba: Rua XV de Novembro


Belo Horizonte: Praça Sete de Setembro


Brasília: Esplanada dos Ministérios

(em frente ao Ministério da Ciência e Tecnologia - às 12h)


O próximo sábado, 16 de abril será marcado como o Dia Internacional de Protesto contra a Experimentação em Animal e Vivissecção com manifestações públicas sincronizadas, com o objetivo de levar ao conhecimento da sociedade civil a realidade da tortura e matança de animais nos laboratórios e instituições de pesquisa no mundo e, particularmente, no Brasil. No país, os atos públicos contra a vivissecção ocorrerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília. Em Paris e em Lisboa as pessoas também sairão às ruas com o mesmo propósito de manifestar contra a dissecação e descarte de vidas em nome da ciência. O Dia Internacional de Protesto contra a Experimentação Animal e Vivissecção sintetiza um esforço mundial destinado a combater estas práticas antiéticas que, hoje, comprovadamente estão em desuso diante das modernas técnicas de pesquisa científica mundial.



A propósito dessa manifestação, o Bichos de Companhia resgata matéria própria publicada aqui em maio de 2005, na primeira fase do blog, para ajudar na compreensão sobre a vivissecção, legislação, métodos alternativos e adesões mundo afora contra a prática em universidades e laboratórios. De lá pra cá muito pouco mudou e a luta continua, com alguns importantes ganhos, prova de que o caminho é espinhoso, mas o rumo é este. As manifestações do Dia Internacional contra a Vivissecção é outra prova de que a cada dia a campanha antivivissecção ganha mais adeptos.


LEGISLAÇÃO A Lei 6.638, de maio de 1979, classifica como prática didático-científica a vivissecção e estabelece normas e providências que devem ser seguidas. A técnica consiste em operações realizadas em animais vivos para experimentação e estudos. Pressupõe-se daí atos frequentemente repetidos. E a principal discussão, diante disso, é a substituição por métodos alternativos. Até que ponto é ético, sobretudo, aos futuros veterinários abrir e dissecar animais apenas para estudar reações orgânicas dispensando o uso de tecnologias como filmagens, manipulação de manequins, passeios virtuais, entre outros, e, com isso, evitar a morte de animais-cobaias, em tese, saudáveis? De acordo com a lei que permite a vivissecção em todo o território nacional, é proibida a prática sem o emprego de anestesia, sem a supervisão de técnico especializado, em centros de pesquisas e estudos não registrados em órgão competente, com animais que não tenham permanecido mais de 15 dias em biotérios legalmente autorizados e em estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus e em ambientes freqüentados por menores de idade. Pela Constituição Federal cabe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a crueldade. E a Lei de Crimes Ambientais (9605/98) impõe pena de detenção de 3 meses a um ano e multa a quem praticar ato de maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Incorrerá nas mesmas penas quem realizar experiências dolosas ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. Adotando uma posição contrária à vivissecção, a Associação Nacional de Clínicos de Pequenos Animais - Regional MG (Anclivepa-MG) defende a substituição da prática por métodos alternativos. O médico veterinário, Luiz Cláudio Sofal, diretor social da Anclivepa, destaca entre as alternativas à vivissecção, na área de pesquisa, a cultura celular, pesquisas epidemiológicas e o uso de técnicas de imagens não invasivas.


POLÊMICA ANTIGA As discussões sobre o uso de animais em experimentações didáticas e científicas são antigas. No final do século XIX, o professor Henry J. Bigelow, da Universidade de Harvard, já havia se manifestado explicitamente contra a vivissecção ao afirmar que "chegará o dia em que as atuais vivissecções, feitas em nome da ciência, serão consideradas da mesma forma que atualmente se considera a caça às bruxas, que anteriormente se fazia em defesa da religião". Hoje, mais que nunca, o assunto permanece latente. Desperta a reflexão sobre os princípios morais e éticos que envolvem a questão. Pelo menos no Brasil, a situação ainda está longe de um desfecho satisfatório. A afirmação do professor da Universidade de Harward serviu de argumento para o deputado federal Fernando Gabeira, há dois anos, enquanto relator do projeto de lei de autoria do deputado federal Sérgio Arouca que visa à regulamentação do uso científico de animais.


O projeto de lei, de 1995, foi apresentado à Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, da Câmara dos Deputados. A proposição foi analisada e recebeu parecer favorável dos deputados Arlindo Chinaglia e João Paulo Cunha, mas até hoje não seguiu para votação em plenário. O detalhe é que o autor, inclusive, já faleceu. O projeto cria o Sistema Nacional de Controle de Animais de Laboratório (Sinalab) que se responsabilizaria, entre outras atribuições, pela concessão de licenças para projetos experimentais apresentados por empresas de pesquisas credenciadas e sujeitas à criação de comitês de ética e comissões de controle de biotérios próprios, com profissionais especializados. O projeto ainda propõe penalidades administrativas, além daquelas, criminais, previstas pela Lei de Crimes Ambientais (9605/98), e a revogação da lei de vivissecção (6638, de 1979), por considerá-la insuficiente no que se refere às normas balizadoras de conduta científica naquilo que se relaciona ao trato para com os animais.


A proposta é que o animal seja substituído sempre que possível por modelos alternativos.Do contrário, que a utilização seja reduzida ao número suficiente de animais necessários à experimentação, com o aperfeiçoamento máximo das técnicas para que se possa minorar o sofrimento e eliminar as dores do animal durante o processo. Com isso, caminhar para o ideal que é a não utilização de animais com propósitos científicos. A prova de que isso é possível é o trabalho que vem sendo feito pela comunidade européia que tinha com meta reduzir em até 50% a utilização em experiências até o ano 2000.



Para o professor Alcino Lázaro da Silva, titular de cirurgia do aparelho digestivo da Universidade Federal de Minas Gerais e referência em assuntos que envolvam procedimentos médicos e conduta ética, a experimentação animal na medicina não representa crueldade se realizada dentro dos princípios que regulamentam o respeito ao ser vivo assim como ao ser humano. A favor da adoção de métodos alternativos, o professor acredita não ser possível se chegar ao extremo de proibir a experimentação Mas, segundo ele, utilizar com restrições os animais de acordo com propósitos específicos, respeitando as características típicas de animais em relação ao que se queira provar com o experimento e, sobretudo, sem lhes causar traumas e dores. (O professor Alcino Lázaro da Silva, em 2003, também organizou um grupo de estudos e discussão que sugeriu a criação do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa envolvendo animais (Conepa), vinculado ao Ministério da Saúde, e também definiu uma proposta aos moldes do projeto de lei de Sérgio Arouca O anteprojeto do Conepa chegou a ser encaminhado ao Senado e ao ministro da Saúde, Humberto Costa, mas recuou em virtude da existência de um projeto de lei semelhante em tramitação na Câmara dos Deputados).



MUDANÇA DE COMPORTAMENTO Quando o que está em debate é o uso de animais em experimentação científica é impossível desviar-se de discussões sobre os aspectos éticos que envolvem o assunto e colocam em lados diferentes cientistas, estudiosos e especialistas, estudantes e protetores de animais. Uma discussão antiga que remonta às primeiras críticas à vivissecção. O fisiologista Claude Bernard, um dos maiores defensores do uso de animais em estudos fisiológicos, teve de enfrentar a discordância da própria família que considerava a prática como “inutilidade cruenta”. Começava ali também um movimento contra a vivissecção e em defesa dos animais. No início do século XIX, na Inglaterra, a mobilização anti-vivisseccionista e a favor dos animais culminou com a publicação de normas bastante rígidas para a utilização de animais em experimentos científicos (The Cruelty to Animals Act, 1876). A partir daí, os movimentos contrários à vivissecção proliferaram, dando força também aos ativistas e às sociedades protetoras de animais em todo o mundo.


Começaram a vir à tona, inclusive, denúncias sobre as condições infligidas aos animais na indústria de cosméticos e de alimentos, apresentadas no livro Animal Liberation, de Peter Singer, em 1975. Por outro lado, é importante destacar a contribuição de outros pesquisadores na tentativa de provocar mudanças de comportamento nos procedimentos adotados na experimentação científica que se vale de animais Um exemplo é o trabalho do zoólogo William Russel e do microbiologista Rex Burch (The principles of humane experimental technique), publicado em 1959.


O fio condutor desse trabalho é a utilização de animais quando não existam possibilidades de substituição por outra tecnologia E, se for imprescindível a utilização do animal, deve-se reduzir o número de animais e investir no aperfeiçoamento de técnicas experimentais de forma a minimizar a dor e o sofrimento causado às espécies usadas como cobaiasA comunidade européia desde o início da década de 90 já vem investindo no desenvolvimento de métodos de substituição e modelos de simulação por computador.


Atualmente, na Inglaterra e Alemanha o uso de animais na educação médica foi abolida. Sem comprometer o reconhecimento da competência dos médicos britânicos, na Grã-Bretanha é contra a leiestudantes de medicina praticarem cirurgias em animais. Austrália e Estados Unidos também têm uma legislação sólida sobre o tema Nos Estados Unidos vigoram as leis de bem-estar animal, de 1966, lei sobre animais utilizados em pesquisa médica, de 1985, e a Política de Cuidado Humano e uso de animais de Laboratório, de 1986, além de regulamentações no âmbito do Departamento de Agricultura e dos Institutos Nacionais de Saúde A Austrália tem o Código de Prática no Cuidado e Uso de Animais para Propósitos Científicos, de 1969, e que já sofreu várias atualizações, a última das quais em 1997.

NO BRASIL ainda há muito por fazer. A começar pela aprovação de legislação que priorizem o bem-estar animal, evitando a crueldade e o sofrimento desnecessários. Por aqui temos tido pequenos progressos. Um exemplo é a postura adotada há oito anos pela Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP) Desde então não se utiliza animais vivos em aulas de técnica cirúrgica. Em substituição, a faculdade utiliza cadáveres de animais, especialmente preparados, que tiveram morte natural em clínicas e hospitais veterinários. A preparação dos corpos é feita a partir de substâncias que preservam a consistência do tecido como a de animal vivo. Para praticar a técnica cirúrgica os alunos realizam castrações em cães e gatos da população carente. Fonte subsidiária: projeto de lei do deputado federal Sérgio Arouca e Associação Nacional de Clínicos de Pequenos Animais – Anclivepa).

domingo, 10 de abril de 2011

Gatos do parque em BH: de vítimas do abandono a algozes do equilíbrio natural. (Isso é um absurdo!)




Novamente os gatos estão na berlinda. O jornal Estado de Minas deste domingo, 10 de abril, trouxe uma matéria de página inteira muito bem conduzida e escrita pelo repórter Jefferson da Fonseca Coutinho, com fotos de gatos lindos, porém abandonados à própria sorte no parque municipal de Belo Horizonte, em flagrantes registrados pelas lentes do próprio repórter. O blog Bichos de Companhia ressalta, porém, a sua opinião e classifica de, no mínimo, equivocada e distorcida a posição que o poder público parece estar querendo plantar na cabeça dos belo-horizontinos quando atribui aos gatos do parque a responsabilidade pela quebra do equilíbrio ambiental nesse refúgio verde no centro da capital mineira. Primeiramente, temos de concordar e evidenciar que ali não é um ambiente natural e recomendável para que os gatos vivam. Estão ali porque são abandonados à própria sorte por pseudocidadãos que negligenciam suas responsabilidades para com a vida de um ser vivo que estava sob sua guarda e o abandonam de forma covarde, cruel e irresponsável. Ou seja, a primeira falha é a falta de educação e conscientização da população para com a questão importantíssima que diz respeito à posse responsável. Segue-se a falha do poder público que se omite ao não promover campanhas continuadas e massificadas em torno do tema da guarda responsável versus abandono. Enquanto o poder público municipal se omite e os responsáveis pelos abandonos dos gatos no parque continuam sem rosto, cidadãos de bem como a protetora Jane Penna , a socióloga Marília Andrade, o veterinário Marcelo Lobão e a Ong Bichos Gerais, de que falam a matéria do jornal Estado de Minas, fazem a sua parte e contribuem de forma extraordinária para a sobrevivência desses animais. Tantas falhas arrastam uma falha maior, a falta de manutenção do parque municipal de Belo Horizonte por parte da prefeitura da cidade que precisou da morte de uma mulher no local, vítima da queda de uma árvore centenária e ameaçada, para que viesse à tona. E agora ao invés de reconhecer a falha e elaborar planos de manutenção apropriados, o que se vê é uma distorção dos fatos na busca de um algoz impensável, pois é, continua sendo, a maior vítima da omissão e da negligência: os gatos. Abaixo a íntegra da matéria publicada pelo EM.





Adoráveis vagabundos (Manchete da versão impressa do EM) Gatos ameaçam equilíbrio ambiental no Parque Municipal (Manchete da versão digital online de EM)


Cerca de 140 gatos que vivem no Parque Municipal, Centro de BH, recebem cuidado especial, mas a prefeitura os quer longe de lá por considerá-los exterminadores de aves predadoras de cupins




Nem mocinhos nem bandidos. Sobreviventes. Pode-se chamar assim os cerca de 140 felinos habitantes do metro quadrado mais puro do Centro de Belo Horizonte. O Parque Municipal Américo Renné Gianetti, antiga Chácara do Sapo, que em 1908 viu nascer o time do Galo, há muito é abrigo de luxo de gatos abandonados. Na calada da noite, geralmente aos sábados, domingos e feriados, pretos, fêmeas e filhotes – os mais rejeitados – são largados à beira do cercado de ferro do complexo que faz divisa com as avenidas Afonso Pena e dos Andradas, a Rua da Bahia e a Alameda Ezequiel Dias. A legião de gatos, enturmada, segue marota entre pombos e marrecos no patrimônio ambiental mais antigo da capital, inaugurado em 1897. Não é preciso esforço para vê-los imponentes, esparramados sob o verde que rodeia o Teatro Francisco Nunes, o coreto, o lago, entre as pequenas vias que cortam o parque, que, em fins de semana, chega a receber 60 mil visitantes. Mas eles podem perder esse privilégio de viver em liberdade. São predadores de pássaros e a prefeitura quer tirá-los de lá porque, sem pássaros, os cupins se proliferam e atacam as árvores. Odiados e rejeitados por uns e amados por outros, os bichanos do parque não passam fome nem se multiplicam desordenadamente graças ao trabalho de voluntários como Jane Penna, da Associação Bichos Gerais, organização não governamental vinculada à Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). Há 15 anos, ao menos três vezes por semana, Jane é protetora dos pequenos domesticados do parque. Acompanha e alimenta os bichos, dá carinho a eles e os leva ao veterinário. Também os leva para casa, quando se envolve além da conta. O que não é raro. “Às vezes, não resisto. Tenho dó. Muitos são maltratados. Eles não precisam de muito. Só respeito. Desde pequena, gosto de gatos.” E como gosta. Em casa, mostra com orgulho fotografias em preto e branco, dos tempos de criança, vestida de gatinha, fazendo pose, abraçada a filhotes de variados tamanhos, raças e cores. No Bairro Sion, na Rua Washington, em ampla morada de andar inteiro, vivem com ela Catira, Minalva, Lolita, Baiana e outros tantos temporários,em recuperação à espera de adoção. A ambientalista não quer aparecer. Não permite ser fotografada e pede publicidade apenas para a defesa dos animais. Aposentada, acometida por um acidente vascular cerebral (AVC), Jane se emociona: “São os gatos que me mantêm viva”. Os recursos financeiros vêm do próprio bolso. Média de R$ 5 mil por mês, gastos com ração, remédios e castrações. Quem ajuda a fazer as contas é a socióloga Marília Andrade, outra voluntária apaixonada por felinos, amiga e fiel escudeira de Jane. Mesmo com o espaço fechado ao público por 81 dias – de 14 de janeiro a 4 abril –, Jane Penna teve autorização especial da administração para, no período, transitar pelo parque na companhia de funcionário da prefeitura. De táxi, dentro dos 182 mil metros quadrados de diversificada vegetação, são horas de trajeto e empenho sistemáticos, além de dois sacos de 10 quilos de ração da melhor qualidade. Às segundas-feiras, Jane captura para castração e cuidados clínicos. O resto da semana fica para visita e alimentação. Generosa, explica que os gatos são marcados para controle do agrupamento: furo na orelha esquerda para os machos e na direita para as fêmeas. Lamenta, especialmente, o enorme preconceito contra os gatos negros. “São os mais dóceis. É muita ignorância.” No porta-malas do carro branco, de aluguel, ela mostra a comida superpremium e a gaiola especial, americana, para captura e transporte dos mais necessitados. “É preciso uma tampa na parte de cima. Por baixo, eles não entram de jeito nenhum.” O atendimento médico também é de primeira e cabe ao especialista Marcelo Lobão, da Clínica Veterinária de Urgência, na Rua Aquiles Lobo, 39, Bairro Floresta, Região Leste de BH. Liberdade ameçada Com a reabertura dos portões do parque, terça-feira, depois de tempos de paz com o fechamento para vistoria de quase 4 mil árvores, os gatos estão para ganhar nova morada. É um gatil, segundo projeto da Fundação de Parques Municipais, ainda em fase de estudos. Solução para um problema de desequilíbrio natural, que pode ter contribuído com a proliferação dos cupins, comprometendo árvores. A explicação parece simples: os gatos exterminam pássaros e répteis que se alimentam de cupins. Os cupins se proliferam e atacam árvores. Com isso, segundo o ambientalista Homero Brasil, diretor do parque, a situação fica delicada e a fundação está tomando os cuidados necessários para que os gatos recebam um novo espaço, com instalações apropriadas e mão de obra qualificada. “Tudo com a maior dignidade possível”, ressalta. Para Jane Penna os gatos não podem ser responsabilizados pela população de cupins. “Se há um vilão, ele é o pessoal que abandona os bichos no parque. Os gatos são muito bem alimentados e estão sob controle. Eles não precisam caçar passarinhos. Os pássaros estão lá. Sempre os vejo, os ouço. Não basta retirar os gatos. O que precisa ser feito é uma grande campanha de conscientização, caso contrário as pessoas vão continuar abandonando seus animais.” O outro lado, a gestão pública, pisa em ovos e trabalha para não dar brechas aos defensores dos animais. Paixão à parte, para a chefe da Divisão de Manejo e Operações do Parque Municipal, Tatiani Cordeiro, é preciso ir além e considerar tudo o que envolve a questão. Segundo a bióloga, de fato, levantamentos mostram redução significativa de répteis e aves que ajudariam no combate aos cupins. Indicam também que o parque não é o melhor lugar para a sobrevivência dos gatos, considerando que lá eles também sofrem maus-tratos.

SOS bichos Todos os animais são protegidos por lei. Abandoná-los ou maltratá-los é crime e pode render pena de três meses a um ano de detenção e multa (Lei Federal 9.605/98 e Decreto-Lei 24.645/34).

Para denunciar maus-tratos Cia. de Polícia Militar de Meio Ambiente: 2123-1600, 2123-1610, 2123-1614, 2123-1616 Polícia Militar: 190 Disque-denúncia : 181 Delegacia de Ecologia – Divisão do Meio Ambiente, Rua Piratininga, 105: (31) 3212-1339; Ibama – Linha Verde: 0800-61-8080


linhaverde@ibama.gov.br Contato para adoção Marília Andrade: (31) 2516-7386 ou 9924-4699


CURIOSIDADES - Como vivem esses felinos Em média, o gato tem de seis a quatro quilos e 80cm de comprimento, da cabeça ao rabo. É formado por 245 ossos e 517 músculos Plantas venenosas representam perigo. Alguns gatos gostam de mastigar folhas A expectativa de gastos com veterinário para um gato é de cerca de R$ 160 por ano A expectativa de vida do gato dobrou desde 1930: de oito para 16 anos Um gato criado em casa vive, em média, 15 anos. Expectativa que baixa para no máximo cinco anos para o gato de rua O gato passa mais de 30% de seu tempo cuidando de higiene e beleza Os gatos têm cerca de 100 sons vocais e os cães apenas 10 Por ser um animal do deserto, o gato bebe pouca água e é capaz de concentrar muita urina O gato pode ficar vários dias sem comer Chega a dormir 16 horas por dia, divididas em vários períodos Assim como os humanos, os gatos roncam desde a primeira semana de vida, especialmente quando estão felizes





Arquivo Bichos de Companhia(por Nádia Santos)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Toxoplasmose: diálogo da novela Insensato Coração causa polêmica



Um diálogo na novela Insensato Coração, da Rede Globo, tem causado polêmica e eles, as principais vítimas, os gatos fofos, lindos e vacinados, estão aqui para alertar, protestar e chamar atenção para a verdade: a toxoplasmose é causada pela ingestão de carne crua, mal cozida, legumes e verduras mal lavados. Portanto, não jogue a culpa e nem penalize os gatos por causa da doença. Além do mais, um dono responsável mantém a caderneta de vacinação de seu felino absolutamente em dia. Clique no cartaz abaixo, produzido pela Ong PEA (http://www.pea.org/) para visualizar melhor.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cãopartilhe na calçada cultural



Uma banca de jornal e revista definitivamente é capaz de nos reservar muitas surpresas: notícias boas, outras nem tanto, notícias divertidas, informações de qualidade, outras nem tanto. Enfim, um espaço pequeno, porém repleto de informações e cultura. A 14ª edição do Cultura na Calçada é uma boa (aliás, ótima!) surpresa guardada nessa caixinha de informações que é uma banca de revistas e jornais e promete encher a agenda dos belo-horizontinos de boas atrações no sábado, dia 16 de abril, de 10h às 22h, na banca Totaro, localizada na avenida Brasil, altura do número 458, no bairro Santa Efigênia.

Trata-se de um evento que vai reunir muita música, entretenimento, cultura e conscientização para a guarda responsável de animais de estimação. Esta última é responsabilidade da Cãopartilhe, convidada a participar da edição, e é uma organização não-governamental que resgata animais abandonados, providencia os cuidados veterinários necessários e encaminha os animais à adoção. Um trabalho voluntário e que sobrevive às custas de muita boa vontade e de doações.



O PROJETO Criado em 2006, o Projeto Cultura na Calçada busca facilitar o acesso à cultura, levando para a calçada e para a banca de revistas, de forma gratuita, apresentações musicais, performances teatrais e exposições de artísticas. Vinte e sete artistas e bandas já se apresentaram no projeto, que conta com um público cativo, ávido por cultura.

A BANCA TOTARO É um tradicional ponto de encontro de intelectuais, formadores de opinião, jornalistas e artistas de todos os gêneros, recebe mais uma edição do CULTURA NA CALÇADA, no próximo dia 16 de abril, em sua 14ª edição. Todas as 13 edições já realizadas aconteceram no palco da banca e foi ali que nasceu a idéia do Projeto CULTURA NA CALÇADA. Na banca você encontra o que há de melhor em revistas, livros, jornais. do país e do exterior, ao som do Rock'n'Roll. O estabelecimento destaca-se também pelo atendimento peculiar do banqueiro Claret, o conhecido com o banqueiro mais Rock'n'Roll que já se teve notícia. Como o próprio anfitrião gosta de dizer: "sou banqueiro, mas não vendo dinheiro. Vendo cultura".

Um convidado muito especial em busca de adoção neste evento cultural

O Lucky, este cãozinho das fotos abaixo, foi convidado pela Cãopartilhe para participar do evento para tentar achar um dono que o leve para casa e o trate com muito carinho. Ele tem aproximadamente seis meses de idade. Está super saudável, já está castrado, vacinado e vermifugado. O adotante que tiver a sorte de levá-lo para casa deve se comprometer a continuar anualmente vacinando e, principalmente, dar a ele muito afeto e cuidados veterinários de que venha a necessitar.





Ele não é mesmo muito fofo? E não merece ficar preso numa clínica veterinária até que apareça um dono. É brincalhão e muito dócil. Adora o convívio com pessoas. Mais informações sobre o Lucky, este serzinho cheio de sorte por ter sido resgatado dos perigos da rua e que quer levar toda a sorte e felicidade do mundo para sua casa, basta contactar a madrinha dele: (31)9207-8350 - Nádia (por acaso, uma das responsáveis pelo blog BICHOS DE COMPANHIA ao lado das intrépidas e serelepes (mais a segunda característica que a primeira - rs), Mila e Pepê.

Cinomose aqui não! é tema de passeata virtual


Curta no Facebook. Com um clique você pode salvar uma vida. Entre nesta passeata virtual




A cinomose está proibida de transitar por aqui é o lema da passeata virtual que pretende conscientizar sobre a importância da vacinação. Lembrando que a vacina contra a cinomose não é distribuída gratuitamente pelas prefeituras municipais que somente fazem campanha contra raiva por ser uma zoonose (doença transmissível ao homem). A cinomose não é transmitida aos seres humanos, mas debilita o sistema nervoso do cachorro, podendo, na maioria das vezes, levar ao óbito ou deixar sequelas neurólogicas. A parceria entre a WSPA e a Merial Saúde Animal mais uma vez beneficiará milhares de cães. Pelo terceiro ano consecutivo, a campanha "Cinomose Aqui Não!" vai destinar 5% do total das doses de Recombitek™ (vacina da Merial contra a cinomose e outras doenças) vendidas entre os meses de abril e maio de 2011 para as ONGs afiliadas à WSPA. O objetivo é ampliar a vacinação de cães contra a cinomose - uma das doenças que mais matam cães no país - e ajudar também os animais carentes, em sua maioria, vítimas de abandono. Você também pode ajudar a combater a cinomose participando de uma passeata virtual. Faça o cadastro do seu animal, e junte-se a cães de todo o país em um grande movimento pelo fim da cinomose! Mas o sucesso dessa manifestação em prol dos animais depende da sua ajuda. Isso porque a cada 50 cliques no botão "Curtir" na página do Facebook da campanha "Cinomose Aqui Não", uma dose de Recombitek™ será doada à WSPA para distribuição entre as ONGs afiliadas que participam desta campanha. Participar é muito simples. Basta um clique! Espalhe essa idéia e contribua para o sucesso dessa campanha. Convide seus amigos para participarem fazendo a divulgação pelo Twitter, Facebook e YouTube. Participe! Quanto mais pessoas aderirem à campanha " Cinomose Aqui Não", mais animais serão salvos desse terrível mal. Acesse agora mesmo o site da Campanha "Cinomose Aqui Não" no Facebook e ajude milhares de animais clicando no botão "Curtir"!


A importância da conscientização Dados da indústria veterinária mostram que enquanto a doença está praticamente erradicada em países desenvolvidos, no Brasil apenas 1 em cada 5 cães é vacinado, ou seja, apenas 20% da população canina. Temos um grande desafio pela frente! A prevenção da cinomose por meio da vacinação é a melhor forma de combatê-la. Segundo Rosângela Ribeiro, Gerente de Programas Veterinários da WSPA, há exemplos reais do sucesso da vacinação em outros países: “Esta é uma campanha muito importante, visto que o tratamento da cinomose é complexo e, muitas vezes, ineficaz. Foi através da vacinação em massa que países como os Estados Unidos erradicaram a cinomose de seu território”, enfatiza Rosângela.



Acesse o site da WSPA (Sociedade Mundial Protetora dos Animais) e participe. Clique aqui.


Mais informações sobre a doença. Clique aqui.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cavalos da PMMG seguem rotina de exercícios e se aposentam aos 25 anos



O jornal Estado de Minas desta segunda-feira, 4, trouxe uma matéria muito bacana sobre a rotina de exercícios dos cavalos da Polícia Militar de Minas Gerais para ajudar no patrulhamento e segurança urbana. Uma rotina que pode até mesmo gerar estresse, mas bem-tratados e com acompanhamento veterinário, os animais recebem todos os cuidados e treinamentos necessários para atuarem diariamente nas ruas e avenidas movimentadas. Aos 25 anos de idade e de serviços prestados, os animais se aposentam e são soltos em pastos para descansar, tendo todo o acompanhamento veterinário. O blog BICHOS DE COMPANHIA destaca que assim deveriam ser tratados os cavalos que trabalham pelas ruas das cidades país afora. Um recado aos carroceiros que, muitas vezes, submetem seus animais, que ajudam no ganha-pão diário, a rotinas desgastantes e, pior, com animais esquálidos e muito machucados.


Os cavalos que acompanham os militares da Polícia Militar de Minas Gerais têm uma rotina de exercícios para desempenhar suas funções de auxílio na segurança e no patrulhamento da cidade. E no decorrer da semana, eles se revezam em atividades de vigília na Savassi, na região hospitalar e no Centro de Belo Horizonte. A exemplo dos conceitos militares, a disciplina também integra a rotina desses trabalhadores, que como o ser humano, têm crises de estresse. Pacientes e obedientes ao comando, percorrem ruas e avenidas movimentadas da capital sem se incomodar com o trânsito ou ruídos, em sua missão mais importante: a prevenção de crimes. Os 323 cavalos do Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), são tratados pela corporação como dedicados funcionários. Todos têm nome, número e muito trabalho.

Mas não é qualquer um que pode ostentar o distintivo da PM na sela. O animal tem que preencher uma série de requisitos, como explica o tenente Henrique Garcia, do regimento. “Ele deve ser dócil e tranquilo. Por isso, optamos pela raça Brasileira de Hipismo, que, além do bom temperamento, é ágil, tem grande porte, mas não é pesado”. Antes de entrar para o plantel da PM, o cavalo faz treinamento, que envolve simulações de bombas e episódios de conflito. “Ele tem de se acostumar ao barulho e outras situações, pois nas ruas vai conviver com buzinas, motores de carros, multidões etc”.

E ele tem companheiro fixo no batalhão: cada policial recebe um cavalo emprestado quando entra para o regimento. “Isso facilita o entrosamento entre eles. Vão formar o que chamamos de conjunto cavalo-homem, um trabalho em equipe. E, em nenhuma situação, é aconselhável que o policial abandone o animal, nem para correr atrás de um suspeito. Isso pode causar algum acidente”, diz o tenente. Nesses casos, o militar deve chamar reforço. Além da vigília do dia a dia, eles participam do policiamento especial. “São os eventos, como shows, jogos de futebol e exposições agropecuárias no interior do estado, e também as manifestações, greves ou situações fora da rotina”, explica Garcia.

A cada três meses, os cavalos passam por uma consulta de rotina, em que são avaliados, vacinados e vermifugados. “Quando estressados, alguns balançam de um lado para o outro na cocheira, uns têm gastrite, outros manifestam doenças de pele. A rotina deles é estressante, pois a maior parte do tempo ficam nos estábulos e, quando saem, vão trabalhar em um ambiente totalmente diferente”, explica a veterinária tenente Laura Esquário. Para tentar minimizar o estresse, a alimentação é reforçada. “Usamos uma ração especial com base no feno”, diz Laura.

Equoterapia Além da inspeção nas ruas, os cavalos da PM têm outro trabalho muito especial: a equoterapia, tratamento no qual são usados para ajudar a reabilitar portadores de necessidades especiais, método reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina. Por meio de um convênio com a Secretaria de Estado de Saúde e a Fhemig, uma equipe multidisciplinar, formada por fisioterapeutas, ortopedistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, médicos e psicólogos, atende cerca de 300 pacientes por mês no Centro de Equoterapia Alferes Tiradentes.

Segundo a fisioterapeuta Cinthia Magalhães, o animal permite avanço significativo no tratamento dos pacientes. “É o único instrumento que nos permite fazer o movimento tridimensional, que é de cima para baixo, de um lado para o outro e de trás para frente”, diz. Bianca Azevedo, de 7 anos, portadora de paralisia cerebral, iniciou o tratamento há pouco mais de um ano. O pai, Audálio Alves, já nota os resultados: “Melhorou o equilíbrio, a postura e, principalmente, a autoestima. Ela adora vir aqui”. O centro funciona de segunda a sexta-feira e é aberto à comunidade. O atendimento é gratuito, mas, para ter acesso, é preciso entrar na lista de espera, onde há 500 inscritos.

Depois de tanto trabalho e anos de dedicação, eles se aposentam. Aos 25 anos de vida ou quando a saúde está debilitada, são levados ao Pelotão de Polícia Montada na Região Nordeste de BH. “Lá, são soltos no pasto e recebem a visita de um veterinário toda semana. O objetivo é deixá-los descansar, depois de uma vida inteira de serviços prestados”, revela Laura.

História

Com 235 anos, a PMMG é a mais antiga das corporações policiais do Brasil. Segundo registros históricos, sua origem se deu com o Regimento Regular de Cavalaria de Minas, em 9 de junho de 1775, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, na Região Central. A cavalaria tinha a missão de guardar as riquezas extraídas das minas de ouro na região de Vila Rica. Considerado o patrono da cavalaria, o alferes José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, herói da Conjuração Mineira, deu nome ao primeiro regimento. Por isso, anualmente em junho, aniversário de sua fundação, a PMMG concede a Medalha Alferes Tiradentes, sua mais alta comenda, a autoridades civis e militares que se destacaram na sociedade. Além do Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes, cuja sede é no Bairro Prado, Oeste de BH, a corporação conta com outras sete unidades de polícia montada na capital e região metropolitana

Matéria e foto: Jornal Estado de Minas, 04/04/2011

domingo, 3 de abril de 2011

Construtoras de luxo apostam em cachorródromos para satisfazer clientes


Rogério brinca com o cachorro Bono em espaço destinado para cães em prédio onde mora. Foto: Letícia Moreira/Folhapress

O fato de morar em apartamento já há algum tempo não é mais desculpa para deixar de ter a companhia de um cachorro ou outros animais de estimação. Nenhuma convenção de condomínio pode se sobrepor à Constituição Federal. Portanto, um bom advogado garante a permanência do pet ao lado da família no apartamento, se for preciso apelar para a justiça para derrubar a proibição imposta pelo manual de convivência dos moradores sob a regência do síndico.

Ressalte-se, porém, que a convenção de condomínio pode impor limites, determinar regras tudo de acordo com o previsto na própria Constituição. Ou seja, a Lei Maior prevê, por exemplo, o convívio entre os vizinhos e para isso propõe alguns limites que podem (e devem) ser adaptados às normas de convivência no condomínio. Assim, pode a convenção estabelecer limites de horários para os latidos e barulhos emitidos pelos cães, tanto quanto para crianças, bem como limitar os acessos dos animais a algumas áreas ou elevadores. Tudo como manda o bom senso em nome de uma convivência harmoniosa.

Na última semana de março, uma matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo destacou a decisão de uma grande construtora de prédios de luxo na capital paulista e com empreendimentos imobiliários de alto padrão em outros estados brasileiros, de substituir o tradicional playground destinado às crianças pela construção de um cachorródromo para atender e satisfazer a demanda dos futuros moradores do edifício.
Veja a íntegra da matéria:


Cachorródromos são áreas de lazer para cães. Em muitos condomínios já estão substituindo os playgrounds infantis. Foto: www.afolhadobosque.com.br

"Prédio exclui parque infantil para criar área para cães

Na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), um prédio em construção na rua Fradique Coutinho tem piscina, academia, salão de festas, sauna, sala de jogos e uma área para cães. E nada de playground infantil.

Não tem nada para as crianças, nem parquinho? “Infelizmente, não”, diz o corretor Alex Xavier da Silva.

A explicação: no centro da vida boêmia do bairro, o perfil dos moradores do apartamento de 100 m2 –vendido a R$ 1 milhão– é de solteiros ou de recém-casados sem filhos, mas com cachorros.

Dos últimos 20 prédios construídos pela Gafisa em São Paulo, 11 têm cachorródromos. As benfeitorias vão de pet shops equipados para banho e tosa a áreas para adestramento com equipamentos para exercícios, como pneus para saltos, obstáculos para corridas e túneis.

“Essas áreas surgiram de pedidos dos compradores e da necessidade de criar ambientes. A parte de animais deu muito certo. É muito utilizada pelos tutores”, diz Melina Fanny Iossephides, gerente de produtos da Gafisa.
Em alguns bairros, a motivação foi a segurança. Cercado de favelas, um prédio no Morumbi (zona oeste) com 260 apartamentos e 120 cachorros construiu um playground canino porque os tutores sentiam-se temerosos de andar com animais à noite pela redondeza.


Espaço próprio para cães é a nova aposta das construtoras de luxo. Foto www.afolhadobosque.com.br

Num prédio do Real Parque (zona oeste), onde mora o bernese Bono, de 50 kg e 1.80 m quando está de pé, os moradores (60 apartamentos e 25 cães) se reuniram para criar um cachorródromo de 50 metros de dimensão.

Vão pagar R$ 50 mil pela obra e contrataram um recreador –R$ 40 por dia, por cachorro– para trabalhar das 8h às 16h na distração e adestramento dos animais.

“É como se fosse uma creche para os cachorros. Nosso prédio já tem mais cães que crianças”, afirma o publicitário Rogério Bonfim.

A preocupação com o bem-estar dos animais, explicam especialistas em comportamento animal, decorre da maior presença dos cachorros na vida das pessoas.

Antes usados como cães de guarda em casas, os cachorros vivem agora em apartamentos e são tratados como membros da família. E isso fez com que as construtoras criassem novos espaços para essa nova realidade.

“O playground canino nos prédios melhora a qualidade de vida dos cachorros, mas é importante que os machos sejam castrados e que as fêmeas não estejam no cio para não dar confusão”, diz Raquel Hama, especialista em comportamento animal da creche canina Dogplace".

Fonte: Folha de São Paulo, março 2011

sábado, 2 de abril de 2011

Um domingo solidário: programe-se para ajudar

Dica solidária do BICHOS DE COMPANHIA para este final de semana


Em Belo Horizonte, no bairro Santa Tereza. Clique sobre a imagem para ampliá-la.