Tem um e-book grátis que vai falar tudinho pra você sobre os nossos cães vira-latinhas. Link neste blog.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Você já reparou que os gatos caem em pé, sobre as quatro patas?



Manobras surpreendentes, mas arriscadas. Mantenha o seu gatinho em segurança. Evite transtornos de quedas que possam deixar sequelas e machucar o seu bichinho. CLIQUE PARA AMPLIAR.


Deve ser daí que vem a fama de que eles têm sete vidas. A edição especial O Livro dos Gatos, da revista Super Interessante, traz explicações sobre cada manobra dos bichanos para conseguir uma aterrissagem perfeita e não menos arriscada.

Essa habilidade vem de longe, incentivada pela necessidade de imprimir grandes saltos para caçar pássaros e chegar ao chão em segurança. Uma questão de evolução e sobrevivência que proporcionou o desenvolvimento de mecanismos sofisticados de equilíbrio e amortecimento.

A uma altura mínima de 60 centímetros do chão, um gato caindo de costas, consegue rapidamente se virar e aterrissar com as quatro patas. Não se sabe a altura máxima que um gato consegue a façanha. E, claro, que quanto mais alto, os bichanos podem sofrer sim alguma lesão e se machucar. Portanto, ainda que o amortecedor dos gatos seja perfeito não dê bobeira e cuide para que seu gatinho esteja sempre em segurança. Só a título de curiosidade, o recorde pertence ao gato Andy, da Flórida (EUA), que nos anos 70 sobreviveu a uma queda do 16º andar, cerca de 60 metros. O destaque é que ele sobreviveu à queda o que não quer dizer que o bichano não tenha se machucado. Veja a ilustração da revista e entenda passo a passo esta manobra.

Fonte:
Revista Super Interessante, editora Abril. O livro dos Gatos.
Ilustração de Bruno Algarve. Baseado no texto de Clarissa Amorim.

domingo, 20 de novembro de 2011

Sete grandes mitos sobre gatos: vamos fazer justiça aos felinos

Gatinhos adestrados do Teatro de Gatos de Moscou

O BICHOS DE COMPANHIA sempre fala muitos nos cães. Afinal, além de figurarem no primeiro lugar na preferência do público no quesito “animais de estimação”, eu, Nádia, editora-chefe deste blog, praticamente só tive cães desde a infância. Acho que já falei o nome deles aqui, se não falei, falo agora: a precursora Rhaid, minha dobermann protetora, Bob, Pitty (ele era um menino e é mais antigo que a cantora baiana), Brasinha, Kika Ribsa (esta mais recente, que já chegou a editar o blog). A todos minha homenagem, pois já viraram estrelinhas e iluminam o céu que eu olho todas as noites. Além dessa turminha, com quem convivi diretamente, tem também uma galerinha agregada, cães que fizeram parte da minha vida enquanto criança e que estavam em quintais alheios: a Priscila, da minha avó (também passaram outros por ali, mas não me recordo dos nomes), a Luana, uma pinsher encrenquinha e barulhenta (da Nilda, mãe da amiga Ana Paula). Enfim, na minha vida os cachorros também foram maioria.

Olha eu e a Xaninha aí....Saudades...
Xaninha, a única

Mas tive sim uma gatinha, a única. Xaninha, uma vira-lata pura, doce, sofrida, que veio no pacote quando meu pai comprou o sítio da família. Ela e o Bob, cão amarelo, aliás. Muito sozinhos ali na roça os dois me provaram desde novinha que esta história de cão e gato inimigos eternos não deve ser generalizada. Lembro-me de ter visto várias vezes Xaninha dormir próximo a boca do Bob, entre suas patinhas dianteiras. Também vi várias vezes os dois brincarem juntos, rolarem no chão.


Não é uma verdade absoluta que cães e gatos são inimigos. Se forem criados juntos, podem sim ser grandes amigos. Minha Xaninha e o Bob já me provaram isso no passado

Verdade que Xaninha não chegou a ser única, pois gerou muitos herdeiros, dos quais apenas um, o Xaneco, ainda que bastante arisco, mantinha uma certa aproximação da família. Mais de mim que dos outros, meu pai, minha mãe e irmão, é verdade.

Xaninha tinha seus filhotes longe de casa. Quando descobríamos a ninhada, ela mudava de lugar. Sabia que confiava em mim, mas do alto de sua sabedoria felina sabia que eu era uma criança e não tinha condições de defendê-la dos demais. Enfim, esta postagem dedico à Xaninha que experimentou todas as suas sete vidas (um mito que vamos quebrar já já) e, de uma forma singela, eu, criança, consegui ajudá-la a sobreviver a muitos sumiços que os adultos tentaram dar nela. Lembro-me de uma vez que providenciei uma tala de graveto para colocar junto da patinha machucada dela, improvisando uma muletinha. E tanto fiz até convencer meus pais para consultarmos um veterinário que fosse capaz de consertar a patinha dela. No entanto, na sua oitava vida ela não resistiu e partiu, não sei como e nem porque, mas também virou estrelinha e está lá na minha constelação animal especial.

Então, pelos próximos dias, o BICHOS DE COMPANHIA vai falar deles, os gatos. Minha editora-assistente 1, a Mila, não defendeu a pauta, devido ao estranhamento que ela, enquanto um ser da espécie canina, tem dos felinos de uma maneira geral. Mas, como foi voto vencido, já que conto com o apoio, ainda que meio de focinho torcido, da minha editora-assistente 2, a Pepê.

Pepê dando uma conferida na postagem, enquanto a Mila fica só na espreita, torcendo contra a edição da matéria sobre os gatos...

Descobri numa banca no aeroporto internacional Tancredo Neves, em Confins, próximo a Belo Horizonte, uma revista que é um verdadeiro anuário de gatos e cães, produzido pela Super Interessante, do grupo Abril. E é este material que vai ser a fonte das postagens da semana sobre os felinos.

Os sete maiores mitos sobre os gatos

Começamos (assim como a revista Super Interessante), por abordar e jogar por terra os principais mitos que pairam sobre os gatos, injustiçados por inverdades que ganharam popularidade.

MITO 1 – Gatos odeiam água
Depende do gato. Algumas raças, como o maine coon e o turkish van, adoram. Tanto que na falta de um rio ou de lago, se enfiam debaixo de torneiras, dentro de banheiras e até em vasos sanitários. Para as outras raças, de acordo com veterinários consultados, é tudo uma questão de costume. Os veterinários também lembram que os gatos são animais bastante higiênicos e mesmo os que não são muito chegados a um banhozinho estão sempre se lambendo para ficarem bem limpinhos.
Maine coon

Origem EUA, 1860
No inverno do leste dos EUA, sobreviveram
os gatos com pelos fartos
 o bastante para passar pelo frio e
tamanho suficiente para caçar lebres.

MITO 2 – Eles enxergam no escuro
Quase. Eles têm uma visão noturna 10 vezes melhor do que a dos humanos. Mas ainda é preciso haver alguma luz para que uma camada extra de células que existe nos olhos dos gatos possa refleti-la de volta à retina, aumentando a visão.

MITO 3 – Gato preto dá azar
Essa é uma lenda contraditória. Em boa parte do Ocidente, a partir da Idade Média, surgiu a crença de que cruzar com um na rua era azar na certa. No Japão e Reino Unido, no entanto, encontrar um gatinho preto enquanto caminha é um bom sinal. Pelo menos para os gatos a cor preta é mesmo sinal de boa sorte, pois uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos EUA sugere que o gene que dá a coloração preta ao animal também seria responsável por torná-lo imune ao vírus do HIV felino.

MITO 4 – Eles não podem ser adestrados
Apesar da fama de insubordinados, podem sim. O adestrador Gustavo Campelo, de São Paulo, afirma que com um pouco de paciência e as técnicas certas, gatos podem aprender os mesmos truques que os cachorros. Na Rússia, há três décadas, o Teatro dos Gatos de Moscou conta com mais de 120 gatos que fazem acrobacias, andam em corda bamba e equilibram bolas no nariz.


Gatos adestrados do Teatro dos Gatos de Moscou

MITO 5 – Apegam-se a casa e não aos donos
Gatos têm um forte senso territorial, mas também sabem muito bem quem cuida deles. (Eu dou meu testemunho sobre isso. A Xaninha, para minha felicidade, sempre voltou para o sítio depois de todos os sumiços que os adultos tentaram dar nela).
Em 1952, destacou a revista, uma gata persa andou mais de 2400 quilômetros pelos Estados Unidos até encontrar seus donos que se mudaram da Califórnia para Oklahoma.

MITO 6 – Gatos tem sete vidas
Bem que eles gostariam. Em alguns paises do hemisfério Norte, a lenda diz que até nove. Mas a verdade é que tem uma só, que dura em média 15 anos para gatos domésticos e apenas dois para gatos de rua.

MITO 7 – Sempre caem em pé
Esse é um dos mitos que deram origem a história das sete vidas. Mas a queda precisa ser de uma distância mínima de 60 centímetros do chão para que eles consigam se virar a tempo. E se for de uma altura muito grande, mesmo caindo sobre as quatro patas, podem se machucar.

Fonte: 
Revista Super Interessante, editora Abril. O livro dos Gatos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

BICHOS DE COMPANHIA está de luto

DE LUTO
Postagem em memória do cão Lobo, morto de forma covarde e cruel por seu dono, em São Paulo. JUSTIÇA é o que todos desejamos.

Descanse em paz



Infelizmente vamos falar de um assunto triste hoje. Mais um caso de maus-tratos que terminou nas últimas consequências para um cão: a morte.
A vítima foi o rottweiller Lobo, que foi cruelmente arrastado por cerca de 1 km, preso a um carro pelo seu dono, no último dia 2 de novembro, em Piracicaba, no interior de São Paulo.
O animal sofreu ferimentos graves nas patas e uma delas teve de ser amputada. Depois disso, o bicho ficou sob os cuidados de uma clínica veterinária na cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.



A ONG Vira Lata Vira Vida confirmou a morte no início da madrugada de quarta-feira, 16 na sua página no Facebook. A batalha pela vida do cão Lobo foi acompanhada de perto pela ONG, que destacou ainda que deve divulgar em breve mais informações sobre as causas da morte.
Na ocasião dos maus-tratos, o dono de Lobo, o mecânico Claudio César Messias, foi identificado e multado pela Polícia Ambiental em R$ 1,5 mil. As investigações sobre o caso continuam e o homem ainda pode ter que responder a um termo circunstanciado, que prevê pena máxima de até dois anos de prisão, e o pagamento de mais uma multa. O caso agora tramita no Juizado Especial Criminal de Piracicaba.
O mecânico tentou se defender do crime e disse que o animal estava preso a uma corda e dentro do porta-malas do carro para um passeio. No entanto, teria caído do veículo e ele não teria visto, arrastando o bicho por acidente. Porém, testemunhas afirmaram à polícia que alertaram o homem sobre o ato e ele confirmou que a intenção era matar Lobo. Depois de arrastar o animal, o mecânico fugiu do local e o bicho foi socorrido por populares. Apesar de um desfecho triste, tudo indica que o dono irá responder pelo ato. No entanto, Lobo acabou sofrendo em vão e teve sua vida cruelmente encerrada.
De toda essa história podemos tirar uma conclusão: abandonar um animal nas ruas é crime, mas matá-lo não precisa ser a última solução e será um crime ainda maior. Sempre existe alguém que está à procura de um pet, então, o ideal é colocar o bicho para adoção e lembrar que ali também existe um ser vivo que merece respeito.

CLIPPING
Fonte: Band.com.br
Matéria de Fernanda Borges, publicada no Blog Animal, da Band.

sábado, 12 de novembro de 2011

Tom de voz assertivo é a dica para ter um animal obediente e seguro

O adestrador José Luiz mostra a cartilha Guarda Responsável e deve começar a atuar como voluntário na etapa de pós-adoção da Feira Adote um Amigo. Ele encontrou na feira um amigo que adotou uma linda cadelinha filhote

A XXI Feira Adote um Amigo, além de todas as sensações e sentimentos que despertou entre voluntários, protetores e candidatos à adoção, também apontou um excelente gancho para esta postagem que vai falar sobre dicas de comportamento animal e adestramento. É que por lá encontramos o adestrador José Luiz. E, conforme informado na matéria anterior que trouxe a cobertura da edição histórica da feira de adoção de animais dentro dos muros do Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte (CCZ-BH), o adestrador deverá estar em breve atuando como voluntário na etapa de pós-adoção e contribuir para evitar casos de devolução de animais adotados por problemas de comportamento. Esta é a proposta em discussão com o grupo de organizadores e voluntários do programa de encaminhamento de animais resgatados da rua, que uniu esforços de protetores, ONGs de proteção animal, Comissão Interinstitucional de Saúde Humana na sua relação com os animais, do Conselho Municipal de Saúde, e Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.

”Pretendo ajudar nessa questão comportamental, fazendo um trabalho de reabilitação do animal, instruindo o adotante para o comportamento do cachorro, ensinando-os a diferença entre obedecer e aprender”, pontuou José Luiz. Faz parte dos planos, inclusive, a confecção de uma cartilha com as principais dicas para conter latidos excessivos, reações pela separação do dono que precisa se ausentar para trabalhar, entre outras questões que, às vezes levam adotantes a devolver um cachorro adotado por pura falta de paciência com o animal e desconhecimento de técnicas e noções básicas de adestramento que qualquer dono de cão deve saber. O investimento nessa parceria é extremamente benéfico porque a devolução de um animal não é interessante para o programa e, sobretudo, é altamente prejudicial para o bichinho que novamente vai sofrer as conseqüências de ser rejeitado.

Estabelecer limites Quem tem um cachorro aprende na prática essa diferença entre obediência e aprendizado ou tem de contar com o auxilio de especialistas ou mesmo a partir do convívio com o próprio animal, respeitando as principais características típicas de uma raça e necessidades. “É preciso estabelecer limites. Ensinar ao cão que em determinado momento a presença dele num cômodo da casa, no quarto, por exemplo, não é permitida. O que não significa dizer que ele não possa freqüentar aquele espaço, mas ensiná-lo que quando é permitido ele pode entrar e quando não é ele não pode”, ensina.

Nem sempre é fácil. Simplesmente porque a reação de um cachorro nunca vai ser igual a de outro ao mesmo estímulo ou aprendizado. Eles também não vêm com um manual de funcionamento ou botão de liga e desliga. Os cães podem se diferenciar no tamanho e mesmo na forma de conviver com seu dono.

Comportamento X Personalidade Os cães podem apresentar características semelhantes, próprias de uma raça (ou da mistura delas como no caso dos mestiços e amados vira-latas, ou como preferem os veterinários de plantão, SRD – sem raça definida). Também é preciso se ter noção da diferença entre comportamento canino e personalidade canina. “São comportamentos caninos o farejar, o conviver e respeitar as regras de matilha e, assim assimilar posturas de submissão ou liderança, tornando-se um cão alfa do grupo, ter rotinas preestabelecidas. É regra geral. Já a personalidade canina é adquirida por meio da educação, da criação recebida pelo dono, por técnicas condicionamento e adestramento. É uma moldagem do comportamento canino”, explicou o adestrador.

Ele exemplificou que o cachorro vive em função do momento, do presente, da rotina que é estabelecida para ele. Assim, se o dia do cão com a família começa com uma caminhada no parque, o retorno para casa, a alimentação, a brincadeira com o dono e o repouso, nesta ordem, é isso que ele vai estabelecer como rotina.

“O cachorro vai se adequar por instinto, condicionando o seu psicológico pelas regras do humano por meio do poder e da imposição ou através do reconhecimento do dono por sua autoridade, como líder de matilha, o que é o ideal”, observou o adestrador José Luiz.


Carttilha entregue aos adotantes de cães e gatos na feira Adote um Amigo

Comandos assertivos A cartilha Guarda Responsável, produzida pela Comissão Interinstitucional de Saúde Humana na sua relação com os animais, que é entregue atualmente àqueles que adotam um cão em uma das edições da feira Adote um Amigo, traz dicas básicas de adestramento que são fáceis e fundamentais para se colocar em prática com o seu bicho de companhia. De acordo com o material, o tom de voz é um instrumento importante na educação de seu animal. Palavras com “NÃO” em voz enérgica. “VEM”, “VAMOS PASSEAR” eles aprendem facilmente.

E diz ainda a cartilha: os animais precisam de paciência para compreender o que está sendo ensinado. Quando ele fizer algo errado, nunca bata nele. Ao invés disso, fale com tom mais firme, assertivo, e assim que ele fizer o que é certo, faça um carinho, lhe dê um petisco para agradá-lo, reconheça utilizando-se dessa técnica conhecida como reforço positivo.

O adestrador José Luiz destaca que 70% dos casos de mau comportamento de um animal decorrem de falta de conhecimento do dono. “Muitas vezes, a pessoa quer resolver uma questão dela e não propriamente de seu animal”, ele adverte.


Todo cachorro precisa de atividades regulares, como uma caminhada com o dono. Uns mais que outros, mas todos têm essa necessidade

Cães hiperativos, por exemplo, ele destaca, passam a representar um problema quando estão em uma família com um estilo de vida que não condiz com a energia ativa do animal. “Todo cachorro precisa de atividade física, mais ou menos intensa, a depender das características natas do animal. Então, é preciso escolher um cão de acordo com o estilo de vida que se leva”, orienta.



Labrador: o cão da moda - muitos adquirem e desprezam as características da raça e depois denominam as questões apresentadas como mau comportamento quando, na verdade, é uma situação de falta de adequação ao estilo de vida da família humana do cachorro


Na página do BICHOS DE COMPANHIA no facebook, por exemplo, tivemos um caso de uma dona de um cachorro da raça labrador que solicitava ajuda para o cachorro que, segundo ela, pulava e mordia todo mundo e estava muito agitado. Tratava-se de um caso típico de um cachorro criado numa família com um estilo de vida totalmente distinto das características mais essencial da raça: alta energia. O comportamento do animal demonstrava exatamente que ele não estava tendo condições de liberar essa energia acumulada, não era levado para passear com freqüência com seus donos, queria liberar essa carga através de atitudes que para o cachorro eram só brincadeiras e ele sequer tinha noção da forca de sua mordedura ou peso corporal.


Golden retriever do labrador: mesmas características do labrador e também portador de alta energia, o que exige várias caminhadas vigorosas ao longo do dia para canalizá-la


O próprio adestrador conta que já chegou a perder uma cliente por ter falado exatamente essa verdade para ela. Dona de um cão hiperativo, ela passava horas em frente a televisão e nunca encontrava tempo para levá-lo para passear.

DICAS DE ADESTRAMENTO
Cães filhotes: eles são os mais procurados nas feiras de adoção. São naturalmente fofos e graciosos. Mas as pessoas se esquecem exatamente que são filhotes. E como filhotes, choram com freqüência e precisam de cuidados assim como bebês.

Para receber o filhotinho ou mesmo um cão adulto em casa, o adestrador orienta que é preciso decidir o espaço do animal na casa, apresentar a ele os locais dele na casa, o lugar onde vai se alimentar, tomar água, vai se repousar, dormir e fazer suas necessidades.

Dicas para conter o choro do filhotinho: encher uma garrafinha com água morna (temperatura ideal com cuidado para não queimar) e colocar junto ao bichinho, simulando a presença da ninhada e da mãe.

Dicas para conter os cães que pulam nas pessoas que entram em casa: usar os comandos “NÃO”, “DESCE” com assertividade e agradá-lo somente quando ele estiver calmo, no chão.

domingo, 6 de novembro de 2011

Dia histórico: CCZ-BH abre as portas para a feira Adote um Amigo

Maurício encontrou um amigo e já o chamou de Brooks

A XXI Edição da Feira Adote um Amigo, parceria de sucesso entre Prefeitura de Belo Horizonte e ONGs da capital mineira, ocorrida no sábado, 5, representou um marco histórico para a sociedade em geral e, principalmente, para todos aqueles que acompanham de perto, anos a fio, a questão dos animais abandonados e resgatados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município. É a primeira vez que o local acolhe uma feira de adoção de animais e abre as portas a um evento desse tipo, unindo-se e dando respaldo ao trabalho já desenvolvido com propriedade por protetores independentes, grupos e abrigos de animais não governamentais da cidade.

E o resultado não deixou a desejar. Segundo Fabiane Calavera, da organização permanente da Feira Adote um Amigo, 25 animais, entre cães e gatos, foram encaminhados, neste dia, a novos lares e deixaram, finalmente, os muros do canil rumo a um novo destino. “Uma quantidade muito melhor que a alcançada em feiras realizadas pelo programa em bairros mais nobres da cidade”, comparou.


A Pepita era um dengo só no colo da nova vovó Simone. Olha que delícia! Nào dá mesmo pra resistir
 
Aí em cima, a Pepita está colocando a coleira para ir embora e conhecer o novo lar. E abaixo, a família posa para a foto: Pepita com vovó Simone e mamães Ana Paula de Aguiar Rossi e Luiza Aguiar Ribeiro que são primas


A Wal carrega feliz a Tacha ao lado da cunhada Vanessa
O casal Ingrid e Samuel encontrou a Bela e vão lhe dar um novo lar: uma filhotinha que nasceu na rua, foi resgatada e nào voltará para a rua graças ao amor dos dois
Uma nova família também para a pequena Mel no colo
do Diego e junto com os pais Ernani e Alessandra
Mais um filhotinha vê seu futuro nas mãos de uma nova família
A pequena Thamy, nome sugerido pela fotógrafa (rs!), no colo do papai. Quem vai bater o martelo e decidir o nome é claro que é a mamãe quando chegarem em casa

Câmara de gás: ação do MP põe fim a um crime ambiental cometido dentro dos muros
 do CCZ-BH que hoje salva vidas ao contrário do que fazia em um passado recente

A médica Eulália Jordá-Poblet, uma das principais personagens responsáveis pela mudança significativa ocorrida dentro dos muros do CCZ-BH, fez questão de estar presente acompanhando o trabalho dos voluntários da Feira Adote um Amigo. E é claro que as lembranças passaram como um filme pela sua mente, emolduradas pela emoção, pelo orgulho de ter participado ativamente do processo e com satisfação reconhece ter valido a pena ter corrido riscos para fazer a foto que iria mudar a história de extermínio indiscriminado na famigerada câmara de gás e contribuir de forma significativa para este novo cenário, onde ainda cabem mais mudanças essenciais.

A médica Eulália Jordá-Poblet acompanha satisfeita o trabalho dos voluntários e encontra a paciente e amiga Maria Beatriz Bessa Guimarães, a Bia, que adotou o Petrus
“Há oito anos deixei um táxi me esperando na porta do canil e simulei o sumiço de meu cão que teria sido capturado pela carrocinha do CCZ. Já tinha conhecimento dos locais por onde havia circulado o veículo no dia anterior. Consegui entrar. Circulei pelos canis e com uma máquina fotográfica comprada no caminho, fotografei uma caçamba lotada de corpos de animais mortos por intoxicação na câmara de gás. Tinham os pescoços quebrados quando ainda estavam vivos no momento que eram empurrados pela minúscula porta para dentro do cubículo onde ficava o equipamento mortífero”. Eulália continua suas lembranças: Quando os funcionários perceberam que ela fotografava os locais onde a circulação de pessoas estranhas era proibida, correram em direção à visitante. Um deles a empurrou e, num clique de sorte, ela conseguiu registrar a agressão. A máquina, ela relembra, caiu no chão, se abriu e o filme rolou. Ela conseguiu apanhar o material fotográfico, afinal, alguma foto poderia ter se salvado, e foi em direção ao portão. O taxista percebeu a movimentação estranha em que a passageira se encontrava no meio de todos aqueles funcionários que a cercavam e que, por fim, a deixaram sair.

Denúncia ao MP Segundo ela, uma única foto se salvou e foi revelada. Justamente a da agressão, onde o rosto do funcionário aparecia. E foi esta foto, ao lado de outras feitas em situações diferentes por outros protetores, onde se incluía a imagem da caçamba com os cadáveres dos animais, que compuseram a peça de denúncia de crime ambiental dentro do CCZ municipal ao Ministério Público.

O então promotor de Meio Ambiente, Fernando Galvão, conta a médica, solicitou mais provas para que pudesse visitar o local e registrar o flagrante. Uma campana foi montada por protetores nos arredores para descobrir os horários em que os assassinatos em massa eram cometidos. “Descobrimos que se matavam animais várias vezes ao dia, não tinham horários determinados”.

Foi então que, em 16 de maio de 2005, a câmara de gás do CCZ-BH deixou de existir. Uma cerimônia com a presença da imprensa, ONGs, protetores e secretário municipal de saúde para assistir a desativação do equipamento e a destruição do cubículo. (O Bichos de Companhia também estava lá. Lembro-me bem dessa cena e do pesado cenário dos canis infectos, com animais de olhos tristes no corredor da morte -   Clique aqui para ler cobertura do blog Bichos de Companhia em maio de 2005 sobre a destruição da câmara de gás no CCZ-BH). O link foi desativado pelo Click 21, onde a plataforma antiga deste blog estava hospedada.
 
Fachada do CCZ-BH
A mudança já está estampada nos muros do CCZ-BH e o aperfeiçoamento do programa está nas mãos de novas gerações de veterinários do canil, de autoridades públicas e do apoio de protetores e organizações não governamentais

Hoje, os muros do CCZ-BH estão pintados com figuras e mensagens que alertam para a guarda responsável, a partir do controle populacional através de cirurgias gratuitas de castração (esterilização) realizadas pelo canil, que tem até um centro móvel de castração equipado para levar conscientização a regiões de baixa renda. Do lado de dentro do muro, naquele dia histórico de Feira de Adoção de um programa conjunto, a médica Eulália foi recebida com um cortês aperto de mão pela gerente do CCZ-BH, Maria do Carmo Araújo, que se mantém no cargo ainda nos dias atuais.

Mensagens lúdicas conscientizam a população nos muros do CCZ-BH

Quem também acompanhava de longe o trabalho dos voluntários da Feira Adote um Amigo eram os veterinários do CCZ-BH, Daniela Bernardes e André. Formados respectivamente em 2004 e 2010, eles já conheceram o canil numa nova fase, em que o extermínio de animais só abrange os soropositivos para leishmaniose visceral canina, com o uso de injeção letal precedida de anestésico, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde (OMS), já que o Ministério da Saúde não reconhece o tratamento da doença e a PBH segue a orientação ministerial. Eles fazem parte, literalmente, de uma nova geração de médicos veterinários que tem nas mãos a responsabilidade de implementar mudanças ainda mais fundamentais, capazes de colocar o CCZ-BH na vanguarda de um amplo programa de guarda responsável e encaminhamento de animais resgatados à adoção.

E são eles mesmos quem explicam o trabalho do canil nos dias de hoje no que se refere aos cuidados e encaminhamentos de animais sadios. “Os animais adultos já saem castrados, vermifugados, vacinados e microchipados com os dados do novo proprietário. Os filhotes somente são castrados a partir dos quatro meses de idade”, esclarecem.

Os dois reforçam que, embora, o CCZ-BH não faça, ainda, feiras de adoção, o canil está aberto de segunda a sexta-feira àqueles que querem levar um dos animais que já receberam os cuidados pré-adoção para casa. “É gratificante saber que um animal saudável terá um lar e não mais voltará para a rua”, diz Daniela. “Acreditamos que as adoções no CCZ-BH deveriam ser mais amplamente divulgadas até mesmo para desafogar o trabalho das ONGs e melhorar a performance do programa de adoção”, concorda André.

O lugar nem de longe lembra o antigo CCZ da época da câmara de gás: a vida pulsa ali com plantas e animais vivos

NOS BASTIDORES DA XXI EDIÇÃO DA FEIRA
O trabalho fundamental de uma turma guerreira - os voluntários


Cães dóceis, lindos e apaixonantes
que ainda aguardam um dono responsável
Este aí seria um curioso com um objeto estranho olhando pra ele ou seria um pop star nato, louco pelos flashs? Lindo demais!!!
 
Olha onde este pequeno foi se aninhar...Quem consegue resistir a tanta fofura?
Um pneu? Para eles um puff quentinho, gostoso e macio super disputado para tirar uma sonequinha. Quem saísse perdia o lugar


Olhe nos meus olhos e nos olhos do amigo aí da foto abaixo e resista se for capaz
Uma águinha porque ninguém é de ferro
No parque? Não, nos jardins de um novo CCZ. Uma nova história, ao lado de uma família humana, está reservada para mim


Juntos: o passado e o presente rumo ao futuro ainda melhor


A carrocinha e o cambão (aff!).....
O centro móvel de castração: este sim faz jus as lúdicas patinhas desenhadas na lataria

 Divulguem à vontade, somente com o cuidado de informar a fonte, que é condição para divulgação de qualquer material deste blog, pois tudo que é bom tem de ganhar o mundo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

12 razões para adotar um animal já adulto


Esta foto (blog Bicharada) é o retrato dos abrigos que recolhem animais das ruas. Muitos deles envelhecem ali e sequer têm a chance (ou uma nova oportunidade) de conviver com uma família humana


Replico aqui uma matéria excelente, escrita por Luciana Florence, do blog Bicharada, da revista Criativa (clique aqui). O texto nos dá 12 motivos, de forma clara, para se adotar um animal já adulto.

Os filhotes costumam chamar a atenção logo de cara dos candidatos que visitam feiras de adoção em busca de cãozinho ou gatinho. E na hora da contabilização no final da feira a triste constatação de que animais maravilhosos, que tinham tudo para ser felizes ao lado de uma família humana, não são levados simplesmente porque são adultos. Adotantes que levam filhotes para a casa e dias depois devolvem porque os pequenos choraram à noite. Adotantes que deixaram de levar um animal adulto por puro preconceito e poderiam ter salvado uma vida e transformado suas próprias vidas com a alegria estável de um animal já maduro e eternamente agradecido.


Enquanto cães e gatos filhotes são doados facilmente, os animais adultos costumam encalhar em instituições de proteção animal ou em hotéis pagos por protetores independentes. Nós já sabemos que os bebês são fofos e irresistíveis, mas também existem inúmeros motivos para optar por um bichinho já maduro.

Se você está pensando em levar para casa um novo membro da família, que tal aprender um pouco mais sobre o comportamento deles e saber qual o perfil ideal para você? Conversamos com especialistas no assunto e com pessoas que adotaram cães e gatos adultos para saber todos os benefícios de levar para casa um animal que também deve ter chance de um lar feliz. Confira!

Um gato adulto é tão fofo quanto um filhote

1. Os animais adultos já têm uma personalidade definida e dificilmente eles mudam de comportamento sem nenhuma razão. Por isso você já sabe se ele é calmo, brincalhão, se convive bem com crianças, se é medroso, entre outras características. No caso dos filhotes tudo é uma surpresa. Você não sabe como ele será quando amadurecer.


Não há como negar que os filhotes são graciosos. A gente se apaixona mesmo. Mas, lembre-se de que são uma caixinha de surpresas: vão crescer muito?, vai demorar pra aprender a fazer xixi no lugar certo?, vai demorar para deixar de roer móveis e destruir sapatos? São muitas as perguntas cujas as respostas só o tempo dirá. E sejam quais forem essas respostas você é responsável pela vida que tem sob seus cuidados até quando estiverem velhinhos e partirem

2. Principalmente no caso dos vira-latas você já sabe o tamanho que ele vai ficar, pois não irá mais crescer quando adulto.

3. O animal adulto dá menos trabalho com relação a comportamento, como, por exemplo, xixi fora do lugar. Quando eles amadurecem começam a sentir nojo e, por isso, são mais limpos que os filhotes.

4. Os adultos não têm necessidade e nem tendência para destruir objetos da casa ou comer o sapato do dono como os filhotes.

5. O cão aprende com qualquer idade, então mesmo que ele seja adulto e tenha algum problema comportamental é possível sim resolver a questão com treinamento.

6. Outro benefício em adotar um animal adulto é poder escolher um companheiro de acordo com o perfil do dono. Assim como os seres humanos, os animais também têm suas qualidades e seus defeitos, então você pode escolher o animal ideal para você, com seus problemas ou com seus atributos.

A linda Smurfete é uma adulta que sofre na pele o preconceito por não ser filhote. Mestiça de poodle, tem porte pequeno e continua aguardando um dono. Veja na coluna Procuro um Dono neste blog os contatos para adoção

7. Enquanto os filhotes querem correr, escalar, desvendar a nova casa, os animais adultos preferem passar seu tempo com o dono e com a família. Se você não tem paciência para as estripulias de um bebê o ideal é um cão ou gato já maduro.

8. Animais adultos, principalmente os que foram resgatados das ruas e de maus tratos, costumam ser muito gratos aos donos. De alguma maneira eles sabem que agora estão em segurança. São verdadeiros companheiros, obedientes e parecem sempre olhar os donos com gratidão. Até animais mais bravos, quando chegam nos novos lares, passado o tempo da desconfiança, viram gatinhos calmos, que veneram seus donos.

Agradecimento e lealdade são as principais características de um cão adulto

9. Os gastos com um adulto são menores. Enquanto os filhotes precisam de reforços de vacina os adultos precisam apenas de uma dose anual (de vacina contra raiva e a déctupla). Além disso, geralmente eles já estão castrados e vermifugados, o que reduz ainda mais os gastos.

10. As pessoas dão preferência a adotar os filhotes. Assim, os velhinhos ficam encalhados em abrigos para animais. Se você gosta mesmo de cães e gatos só essa já seria uma boa razão para adotar um bichinho adulto.

11. Animais adultos se adaptam facilmente à nova família.

12. Cães e gatos adultos são mais independentes e, por isso, requerem menos atenção e cuidados do que um filhote. Se quer liberdade total opte por um animal maduro.

Fontes consultadas pelo blog da Revista Criativa para a produção da matéria:


Patrícia Patatula, adestradora e consultora comportamental do Cão Cidadão

Susan Yamamoto e Juliana Bussab, da ONG Adote um Gatinho

Carolina Carnicelli, empresária que adotou dois cães adultos, a Gilda e a Polaina

Marina Antzuk, administradora da ONG Clube dos Vira-Latas

Renata, mãe de duas crianças e do gato (recém-adotado) Sansão, de 8 anos