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quinta-feira, 26 de maio de 2011
NYC Shame (Vergonha de Nova York)
Conforme prometido na postagem anterior, eis o vídeo feito pelo BICHOS DE COMPANHIA em Nova York no dia 30 de abril de 2011.
Ativistas de Nova York protestam contra jornada exaustiva de cavalos que trabalham dia e noite, sem parar, na Big Apple. Durante o dia os animais passeiam carregando turistas pelo Central Park e arredores. E à noite já estão circulando num lugar de trânsito ainda mais pesado, a Times Square.
(New Yorkers against horses working all the time in Central Park and Times Square).
terça-feira, 24 de maio de 2011
Entra em vigor lei que regulamenta trânsito de carroças em Belo Horizonte

Este cavalo pode ser visto circulando todos os dias pela avenida do Contorno e ruas do bairro Floresta no início da manhã e horário do almoço
Finalmente, o trânsito de carroças em Belo Horizonte foi regulamentado. Trata-se de uma importante conquista de ativistas e protetores de animais que realmente se comprometeram, foram à luta, não se acomodaram e conseguiram tornar um projeto em realidade, melhor, em lei: a lei municipal n. 10.119/2011 que entra em vigor nesta quarta-feira,25.
Agora, cavalos e carroças que circulam pela cidade devem estar de acordo com os dispositivos da lei que estabelece condutas que abrangem desde a obediência à sinalização de trânsito, incluindo o uso de equipamentos, cuidados referentes à saúde do cavalo, alimentação, jornada de trabalho e descanso do animal. À população cabe o importante papel de denunciar, com respaldo na lei, casos de maus-tratos e descumprimento da legislação em vigor.
É um absurdo como carroceiros da cidade vinham tratando seus animais, que justificavam ser seus instrumentos de trabalho e ganha-pão. Como tratar um instrumento de trabalho com tanta negligência? É até questão de ignorância pura, pois um animal fraco, debilitado, machucado sequer vai render e representar produtividade.
Mas, agora, com a regulamentação a grande expectativa é de que essa realidade de tortura desses cavalos que cumprem jornadas ininterruptas, massacrantes, e, muitas vezes, sob maus-tratos e falta de cuidados veterinários, chegue ao fim. Depende de cada um de nós atentarmos para o cumprimento da legislação. Os protetores e ativistas, que já fizeram sua parte, continuarão de olho e contam com a população de Belo Horizonte.
Abaixo, links para vídeos bastante esclarecedores sobre a realidade de tortura dos cavalos que puxam carroças nas cidades.
Clique aqui para assistir ao vídeo "O início do fim das carroças em Belo Horizonte"
Clique aqui para assistir ao vídeo "Vida de cavalo"
Enquanto isso em Nova York ....

Ativista com cartaz que diz: Vergonha de Nova York: cavalos trabalhando em pleno trânsito da Times Square

Nesta foto, o BICHOS DE COMPANHIA também testemunha o trabalho do animal em pleno trânsito confuso da Times Square - depois de ter cumprido jornada de trabalho em volta do Central Park
Em plena Big Apple, Nova York, a capital do mundo, os cavalos também sofrem com jornadas de trabalho exaustivas, circulando pelo trânsito caótico da cidade. Eles circulam levando e trazendo turistas pelo Central Park, puxando carroças ricamente ornamentadas.


Verdade seja dita, os animais, que também estão enfeitados, são lindos e à primeira vista bastante bem-tratados. Quem passa pelo local pode vê-los, inclusive, se alimentando. Os cavalos, porém, ficam ali durante todo o dia e, se não bastasse, à noite seguem para a mais movimentada ainda Times Square, onde também circulam com turistas em meio ao tráfego noturno. Não param.


Toda essa situação foi o que moveu um grupo de ativistas nova iorquinos, que no dia 30de abril deste ano, promoveu manifestação em frente ao Central Park (esquina com
5ª Avenida). Munidos de cartazes e fotos eles mostravam aos passantes,turistas e moradores a realidade dos cavalos, a que chamaram de "Vergonha de Nova York".
Uma das fotos dos cartazes mostrava um cavalo que só parou de trabalhar em decorrência de um ataque cardíaco provocado pelo trabalho exaustivo e ininterrupto em meio ao tráfego da Big Apple.
Coincidentemente o BICHOS DE COMPANHIA estava lá em Nova York neste dia e gravou tudo. Assistam ao vídeo e conheçam a realidade dos cavalos da capital do mundo.
(o vídeo está com problemas e não estamos conseguindo postá-lo. Para não perdermos o momento da matéria, publicamos sem o vídeo e tão logo consigamos resolver o problema, postamos o vídeo. Agradecemos pela compreensão e contamos com sua visita e divulgação).
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Por que não fomos escolhidos?

Cães para Adoção do Programa “Adote um Amigo”

Estes lindos cães foram resgatados das ruas de BH e encaminhados ao CCZ – Centro de Controle de Zoonoses de BH. No dia 14 estavam prontos para adoção e na feira promovida pelo Programa Adote um Amigo* dois deles foram adotados e devolvidos e os demais sequer tiveram a sorte de serem escolhidos pelos candidatos a adotantes que apareceram na feira.

Todos estão castrados, vacinados, vermifugados e microchipados e precisam de novos lares, pois não existe local para abrigá-los...Atualmente estão em uma clínica veterinária, hospedados, onde podem ser visitados.

O BICHOS DE COMPANHIA está ajudando na divulgação desses fofos, para que cada um deles possa encontrar uma família que lhes dê tudo de que precisam para serem felizes com uma vida segura e saudável, dentro dos princípios da Guarda Responsável.

* O Programa Adote um Amigo é um programa de controle populacional de cães de gatos, implantado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com a SMS - Secretaria Municipal de Saúde, Comissão Interinstitucional de Saúde Humana na sua relação com Animais e ONG's.
Contato para Adoção:
8322-7718 - Carla Roberta
ou através do email: carla@sosbichos.com.br
Para visitar estes lindos vá até a Clinica Mascote:
Rua Pimenta da Veiga, 531 - Cidade Nova
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Lucky é uma nova estrelinha

Tulípas: as flores que mais gosto, em foto de minha autoria, para homenageá-lo.
Lucky
* outubro/2010
+ 13/05/2011
É com profundo pesar que registro aqui a passagem breve do Lucky por esta vida. Está difícil de assimilar como um cão tão sadio e lindo tenha sucumbido a essa terrível doença - a cinomose - e não tenha tido condições de resistir. Fica mais difícil ainda de entender porque ele estava vacinadinho e até castrado, prontinho para ser feliz junto a uma família de adotantes. E não seria nada difícil para ele encontrar um adotante: era dócil, inteligente, alegre e muito lindo.
Ele tinha somente seis meses e tomou uma dose da vacina déctupla. Para clínica onde foi vacinado, o suficiente. Para a clínica onde esteve internado, tentando se recuperar da doença, insuficiente, pois deveria ter tomado outras duas doses complementares. Eu não sou veterinária. Apenas alguém que o resgatou das ruas e sonhou que um dia o cachorro poderia estar brincando e recebendo muito carinho como membro de uma família.
E ele sabia de tudo isso também, pois cada vez que ia visitá-lo, ainda que estivesse bastante fraco, debilitado, me reconhecia, abanava o rabinho, acho que feliz por me ver ali. Tremia, tinha espasmos incessantes e uma espécie de soluço que também não parava. Foi até o coração se cansar e parar. Tentei, fiz tudo que estava ao meu alcance para que você sobrevivesse. Não deu, você não resistiu, Lucky. Que você tenha sido recolhido aí onde está por São Francisco de Assis e uma turminha amiga de quatro patas (Nina, Kika, Pierre, Pietra, Rhaid, Xaninha, Bob, Pitty, Chiquinho, Luigi e se tiver esquecido algum outro não foi de propósito). Numa última homenagem póstuma, lhe dedico essas palavras de despedida. Pra você, as flores que eu mais gosto: tulipas para suavizar sua passagem.
Aos donos de cães, a mensagem e a lição importante: não deixem de vacinar seus cachorros contra a cinomose. Confirmem se o número de doses é suficiente e a qualidade da vacina. Cão deve vacinar contra a raiva, mas, sobretudo, contra outras 10 doenças (vacina déctupla). Converse com o veterinário de sua confiança.
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sábado, 14 de maio de 2011
Um sábado de muitos finais felizes





Para ampliar as fotos desta postagem e visualizar melhor, clique sobre cada uma. Depois disso, para voltar ao blog use as setinhas Voltar e/ou Avançar em seu computador (em geral, elas estão localizadas na parte superior, acima da palavra Arquivo). Para utilizar texto e fotos, veja a condição no rodapé deste blog
A primeira feira de adoção de cães "Adote um Amigo" em Belo Horizonte, uma iniciativa pioneira que uniu poder público municipal e Ongs foi um sucesso. O sábado de sol e alegria foi também um dia com muitos finais felizes. Dos 38 cães levados à feira, apenas oito ainda não tiveram a sorte de encontrar uma família, um novo lar.
Todos os candidatos a adotantes passaram por triagem e entrevista. Os animais só eram liberados para aqueles que tivessem sido aprovados na checagem de dados pessoais e condíções socioeconômicas e psicológicas para se ter um animal de estimação sob sua guarda.

Quem saía da feira sem encontrar um amigo, era abordado para que fosse cadastrado e identificado quais eram as características do animal que buscava encontrar.
Enquanto o candidato passava pela entrevista, as estrelas do dia aguardavam à sombra, com água, comida e flashs de máquinas fotográficas amadoras e da imprensa, sob os olhares atentos de quem passou pela feira de adoções. Aliás, os donos da festa estavam impecáveis. Além de castrados, vermifugados, vacinados e microchipados, eles estavam limpos, cheirosos, de roupinhas, bandanas e com pontos de strass reluzentes sobre o pelo. Puro charme para encantar ainda mais.

A movimentação impressionou: muita gente procurou a feira
No saldo positivo considera-se o apoio dos jornalistas tanto na divulgação prévia em rádios, jornais e televisões quanto na cobertura local. A clínica Mascote, no bairro Cidade Nova, local dessa primeira edição, ofereceu importante contribuição ao programa de adoções na medida em que disponibilizou benefícios aos adotantes, como: primeira consulta gratuita, descontos em banhos, tosas, ração e produtos veterinários e atendimento veterinário a preços mais acessíveis.


Todos os candidatos foram entrevistados para checar se tinham perfil para adotar e cuidar de um animal dentro dos princípios básicos da Guarda Responsável

O programa de adoções fruto da parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, Conselho Municipal e Ongs prevê a realização de 36 feiras ao longo deste ano, em diferentes pontos da capital mineira. A intenção é propiciar que mais animais ganhem novos lares e chances de viver com qualidade ao lado de famílias e adotantes estáveis, assim como difundir a idéia e princípios da guarda responsável.

A veterinária Flávia Quadros era uma das profissionais que checavam de perto a saúde dos animais. Na foto, ela também cuidou pessoalmente dos adornos de um dos cachorrinhos.


A imprensa cobrindo o evento. Eram tantos flashs, profissionais e amadores, que os cães pareciam celebridades...

Tem muito mais gente pra lá de especial envolvida nesse projeto. Parabéns a todos por esta conquista!
Mais informações sobre as feiras de adoção:Projeto Ninho dos Bichos: www.teiadetextos.com.br / (31)9322-6831
Blog Adoção BH: www.adocaobh.blogspot.com
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Leishmaniose: “Matar cães não resolve um problema que é de saúde pública e falta de prevenção adequada”

Vitor Márcio Ribeiro, professor da PUC e médico veterinário
Em publicação científica (Cadernos de Saúde Pública, 2004) foi registrado que entre os anos de 1993 a 1997, cerca de 13 mil cães tiveram resultados sorológicos falso positivos, portanto, foram mortos incorretamente, em Belo Horizonte. Uma verdadeira chacina cometida pelo poder público e que não teve punição, pois nada foi apurado pelos órgãos fiscalizadores de atuação dos profissionais responsáveis pelos exames, observou o professor e veterinário Vitor Márcio Ribeiro, durante a palestra “Leishmaniose Visceral: Previna e trate essa doença”, ocorrida no dia 10 de maio, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. “Se fosse um caso de erro médico, como uma tesoura esquecida na barriguinha de uma cadela, a punição não tardaria”, comparou o palestrante.
Ética De acordo com o professor, 50% dos animais soropositivos são assintomáticos, sendo impossível comprovar somente pelo exame sorológico, que esse animal está de fato infectado. Também por isso não se pode aceitar que se mate os animais baseados nesse exame. Os kits para a realização dos exames pelo método da Reação da Imunofluorescência Indireta (RIFI) para o diagnostico da infecção distribuídos pelo Ministério da Saúde aos laboratórios públicos e privados não são utilizados até a diluição final para cada animal, o que compromete a segurança do diagnóstico e mantém a maior probabilidade de falsos positivos por reações cruzadas com diversas condições. A diluição mínima 1:40 favorece o erro e não permite que esses animais possam ser controlados durante o tratamento. Conforme discutido durante a palestra, os exames realizados atualmente para detectar a doença nos levantamentos dos órgãos públicos nos cães pesquisam anticorpos, ou seja, podem sugerir se o cão teve contato com a Leishmania, mas não podem assegurar que ele esteja infectado, doente ou transmitindo o protozoário. “O teste sorológico não é parâmetro, a não ser que seja por diluição plena, demonstrando títulos elevados, acima de 1:160. Por tudo isso, matar cães como se faz no Brasil hoje em dia, como prevenção da Leishmaniose Visceral, não é ético, entre outras coisas, porque falta segurança no diagnóstico correto”, observou o professor e veterinário.

Número de participantes surpreendeu positivamente aos organizadores do gabinete do deputado estadual Fred Costa (PHS)
O professor Vitor Ribeiro explicou que a Leishmaniose Visceral endêmica no Brasil desde os anos 50 é zoonótica e que o maior número de infectados está entre crianças e indivíduos imunossuprimidos, ou seja, aqueles com baixa imunidade, a exemplos de pacientes com HIV ou diabetes. O agente da Leishmaniose Visceral no Brasil é a Leishmania infantum, a mesma que provoca a doença na Europa, nos homens e cães. Em outras partes do mundo, como África e Ásia, quem provoca a Leishmaniose Visceral é a Leishmania donovani. Crianças e indivíduos com baixa imunidade são as vitimas mais freqüentes. O fato se agrava em função da pobreza e falta de condições de infraestrutura, pois a alimentação inadequada e as condições de vida são fatores que pioram o quadro de enfraquecimento do organismo.
Dengue X leishmaniose Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que anualmente ocorrem em torno de 500 mil novos casos por ano de Leishmaniose Visceral, com registro de 50 mil mortes. Em torno de 30% dos casos de Leishmaniose Visceral que ocorrem no mundo, são causados pela Leishmania infantum. A doença nos cães está praticamente em todo território nacional. Em humanos a doença tem grande gravidade. Só para se ter idéia, quando comparamos a Leishmaniose Visceral com a Dengue em Belo Horizonte, em 2010, verificamos que ocorreram 131 casos humanos de Leismaniose Visceral com 22 mortes. Em comparação ocorreram 51.775 casos de Dengue e, desses, 15 mortes.

Lâmina com dicas para se previnir e controlar o vetor
Matar cachorro não é solução Ocupando o topo da lista entre os países da América Latina que apresentam casos de Leishmaniose Visceral, com 90% dos casos, o Brasil se atrapalha na prevenção e exporta equívocos no combate à doença, conforme pontuou o professor e veterinário. A OMS, inclusive, em seu informe oficial, publicado em 2010, cita o país, como exemplo de estratégia inócua no combate à doença a partir do maciço e radical extermínio de cães.
“É fato comprovado em estudos estatísticos, sem quaisquer apelos emocionais envolvidos, que matar cachorro é a estratégia de menor eficiência para o controle da doença. Estratégias voltadas para o controle do vetor e campanhas de vacinação são os métodos preventivos mais eficazes no combate à doença, conforme apontam os estudos científicos”, destacou o professor.
Ainda de acordo com o palestrante, existe expectativa de que o Ministério da Saúde (MS) se posicione sobre a utilização das vacinas existentes no Brasil contra a doença nos cães, uma vez que conforme os estudos apresentados pelos laboratórios não parece existir dúvidas sobre suas eficácias e resultados. Parece haver receio de que a aprovação dos produtos resulte em gastos com campanhas nacionais de vacinação, que seguramente devem ser cobradas pela sociedade. Uma vez que, assim como no caso da raiva, uma zoonose que também acomete seres humanos, o MS realiza campanhas de vacinação em todo o país e o mesmo deveria ser feito em relação às vacinas de prevenção à leishmaniose.

Platéia atenta: palestra prendeu a atenção dos presentes
Forma de transmissão A transmissão da Leishmania infantum se dá pela picada da fêmea do flebótomo, após ter picado, e se contaminado, em um animal ou até mesmo em um homem infectado. Portanto, explica o palestrante em tom de brincadeira, que não se pega leishmaniose pelo contato com o animal ou homem infectado, doente e em tratamento.Você pode beijar e ser beijado por alguém infectado, seu cachorro doente também pode lambê-lo que você não vai pegar a doença.
Além dos cães, outros reservatórios, como raposas, gambás, homens, ratos e gatos são descritos na literatura cientifica. É evidente que não dá para sair matando esses reservatórios, ressalta, observando, por exemplo, que matar gambás e raposas, animais da fauna nacional, é crime. A discussão aqui passa, sobretudo, pelo controle das populações de animais reservatórios, através da esterilização e métodos contraceptivos.
Prevenção Como formas de prevenção à doença, o professor Vitor Ribeiro também destacou o uso de inseticidas centrados nos cães, como a coleira impregnada com deltametrina (a coleira Scalibor), inseticidas tópicos piretróides, inseticidas ambientais, manejo ambiental e evitar exposição dos cães fora de casa em horários crepusculares (início da manhã e fim de tarde) e noturnos, momentos em que a fêmea do flebótomo estará ativa para sua alimentação.

A reação de muitos donos de cães que consideram o animal como um membro da família é escondê-lo das autoridades sanitárias que, não raro, abusam dessa autoridade de forma tirânica e ditatorial para retirar um cachorro cujo resultado tenha sido soropositivo. A orientação é para que essas pessoas procurem atendimento jurídico junto às Anclivepa estaduais. Em Minas, a assessoria do gabinete do deputado Fred Costa também foi colocada à disposição durante a palestra
Uma vez infectado, a alternativa é o acompanhamento veterinário para seu tratamento, que, não é reconhecido pelo Ministério da Saúde, mas que vem sendo defendido cada vez mais pelos médicos veterinários, atentos à qualidade de vida e importância do cão nas famílias. O grande desafio do tratamento,reconhece Vitor Ribeiro, é o acompanhamento, pois ele requer o comprometimento do proprietário, ou seja, passa pela conscientização para a guarda responsável do animal, com o controle por toda sua vida e uso constante de produtos inseticidas, além dos medicamentos prescritos pelo veterinário. (Texto e fotos: Nádia Santos)
Para entender o caso: Falta ainda pronunciamento do Ministério da Saúde sobre a validade das vacinas. O Ministério da Agricultura, por sua vez, já deu parecer favorável. A nota de esclarecimento abaixo foi transcrita da página do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV MG):
Nota de Esclarecimento *
10/1/2011
Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura esclarecem sobre vacinas antileishmaniose Visceral Canina registradas no MAPA
A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose, de transmissão vetorial, considerada um problema de saúde pública no Brasil, tendo em vista sua magnitude, letalidade e expansão geográfica.
Essa doença envolve três componentes principais: vetor, reservatório e homem susceptível, sendo o cão o principal reservatório doméstico e importante fonte de infecção para o vetor. As ações de controle estão centradas no diagnóstico precoce e tratamento adequado dos casos humanos, vigilância entomológica, saneamento ambiental e controle químico, vigilância e monitoramento canino com eutanásia de cães sororreagentes. Nesse contexto, uma vacina capaz de proteger o cão e, conseqüentemente, diminuir as taxas de transmissão para o homem seria de grande importância como medida adicional de controle da LV.
Os laboratórios Fort Dodge Saúde Animal e Hertape Calier Saúde Animal estão comercializando, no Brasil, as vacinas contra leishmaniose visceral canina Leishmune® e Leish-Tec® respectivamente, devidamente registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Diante disso, os Ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento esclarecem que:
As vacinas Leishmune® e Leish-Tec® já tiveram os ensaios em animais de laboratório (testes pré-clínicos) e estudos de Fase I e II completados, estando os estudos de fase III em andamento.
Os resultados dos estudos de fase I e II das vacinas Leishmune® e Leish-Tec® permitiram, em 2003 e 2006 respectivamente, o registro desses produtos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), pois atendiam aos critérios estabelecidos na legislação vigente, à época.
Em 2007, após consulta pública, o MAPA e o Ministério da Saúde (MS) publicaram a Instrução Normativa, regulamenta a pesquisa, desenvolvimento, produção, avaliação, registro e renovação de licenças, comercialização e uso de vacinas contra a LV canina. De acordo com a mesma, o desenvolvimento de vacinas antileishmaniose visceral canina deve contemplar a realização de testes para determinar a segurança, a eficácia, a inocuidade, a proteção à infecção e a imunogenicidade das vacinas, conduzidos por meio de ensaios de Fase I, Fase II e Fase III. Ainda de acordo com essa IN, as empresas que já possuíam registro de vacinas, dispõem de um prazo de 36 meses, a partir de 09 de Julho de 2007, para realizarem e apresentarem ao órgão competente os estudos de Fase III, para fins de renovação e manutenção do registro.
As vacinas registradas no MAPA cumprem com os requisitos técnicos de eficácia, vigentes no momento da concessão dos registros (anos de 2003 e 2006). Entretanto, o Ministério da Saúde ainda não recomenda o seu uso em Saúde Pública, pois estão sendo realizados estudos para avaliar o uso destes produtos para este fim.
Brasília, 03 de maio de 2009.
Gerson Oliveira Penna
Secretário de Vigilância em Saúde
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Inácio Afonso Kroetz
Secretário de Defesa Agropecuária
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E
ABASTECIMENTO
* Fonte: CRMV MG
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
Programa de adoção inédito em Belo Horizonte é resultado de parceria entre Ongs e poder público

Neste sábado, dia 14 de maio, acontece a 1a Edição da Feira Adote Um Amigo, entre 9h e 15h, na clínica Mascote (rua Professor Pimenta da Veiga, 531, bairro Cidade Nova). Dentro desta parceria, estão previstas para este ano 36 feiras de adoções e a expectativa dos organizadores é que um total de 400 animais sejam adotados até dezembro e ganhem novos lares, após terem sido resgatados das ruas, tratados, castrados e microchipados.
A iniciativa é resultado da parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) e a Comissão Interinstitucional de Saúde Humana na sua Relação com os Animais, que, formada por representantes de todos os grupos de defesa ambiental e animal de BH, dentro do Conselho Municipal de Saúde fazem parte deste trabalho. Todos os envolvidos defendem que as expectativas são bastante positivas quanto ao sucesso do projeto.
Neste dia, cerca de 30 cães resgatados das ruas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e outros dez oriundos da organização não governamental Ninhos dos Bichos, estarão à espera de um adotante. Vale registrar que todos estão vermifugados, vacinados, castrados e com chip de identificação. E, antes das feiras, todos passarão por um dia no spa: com direito a banho e tosa e roupinhas, escolhidas tanto para os machos quanto para as fêmeas.
Pioneira no Brasil, a união entre poder público, sociedade civil organizada e ongs somam esforços para, além de retirar os animais das ruas, divulgar e conscientizar a população sobre a importância da esterilização, adoção e guarda responsável. Para a coordenadora da ong Ninho dos Bichos, Maria Antonieta Pereira, “esta parceria determina a realização de 36 feiras ao longo deste ano, e a intenção é doar, no mínimo, 400 animais. A primeira já terá um número significativo de cães, a expectativa é aumentar nas próximas e levar gatos também”, explica, e completa dizendo que as feiras também são espaços importantes para campanhas educativas. “Também pretendemos aproveitar o ocasião para promover um trabalho educativo sobre guarda responsável”, reforça.
Para Graça Leal, integrante desta comissão e também do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais, a princípio, participam deste programa ongs ou protetores autônomos que tiverem abrigo, e esclarece: para cada dois animais dos protetores que forem doados, nas feiras, eles levam para seus abrigos um animal do CCZ que não for adotado e que voltaria para a rua. A integrante cita uma estatística esperançosa. “Belo Horizonte possui cerca de 30 mil cães e gatos nas ruas e cerca de 900 mil domicílios. Ou seja, dá para tirar esses animais das ruas. É só cada um fazer a sua parte e adotar um bichinho”, acrescenta.
Além de kits básicos (coleira, guia, comedouros e bebedouros) com descontos promocionais para todos que adotarem um cãozinho, a primeira consulta do animal será gratuita e os demais atendimentos terão descontos especiais para os adotantes dos mesmos, prontifica-se a responsável pela Clínica Mascote, Ana Márcia Bruno dos Santos.
COMO ADOTAR
Os interessados em adotar deverão levar documento de identificação com foto, CPF e comprovante de endereço. Eles terão que preencher um termo de adoção e de compromisso e, além disso, receberão um informativo com os cuidados que devem ter com o bicho.
Informações à imprensa:
Jornalista Helenna Dias – MTB 11.912 - MG
Três Caravelas Comunicação e Assessoria de Imprensa
Contato: (31) 9972-0233
E-mail: trescaravelas@gmail.com
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sábado, 7 de maio de 2011
Vira-lata também é mãe...

Aproveito a bela campanha da ong Vira-Lata, de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, para parabenizar a todas as mamães do reino animal, assim como as mamães humanas: mães adotivas, de útero, de coração, mães de cachorro, mães de gatos, mães que amam suas crias e só querem que elas sejam felizes do jeito que forem:
FELIZ DIA DAS MÃES
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